Como um torneio ajudou um tenista brasileiro a ‘virar a página’ após ficar fora do circuito
Em meados de 2018, ele recebeu uma suspensão de nove meses depois que um teste antidoping detectou hidroclorotiazida, um diurético e agente mascarante proibido pela Agência Mundial Antidoping (Wada). Na época, o atleta alegou que a contaminação aconteceu por um erro da farmácia.
Quatro anos depois, aos 24 anos, o jogador anunciou seu afastamento do circuito mundial. A decisão veio após ser notificado pela Federação Internacional de Tênis (ITF) sobre uma possível violação do programa antidopagem, citando “questões relacionadas ao meu registro de localização em três ocasiões durante 2021”.
Nesse período de três anos, pude realizar atividades que provavelmente não teria feito se estivesse competindo. Não que desejasse a suspensão, mas um ex-treinador sempre dizia: “das situações adversas, é preciso extrair algo positivo”. Talvez não tivesse conhecido minha esposa, nem tido a chance de dedicar mais tempo aos meus pais e amadurecer.
Dentro das quadras, agia com profissionalismo, mas às vezes negligenciou detalhes que considerava desnecessários. A principal lição foi o amadurecimento. No segundo ano de retorno, já poder competir em um Rio Open… É seguir trabalhando para que novas oportunidades apareçam.
Igor retomou os treinamentos em 2024 e, desde então, vem recuperando seu lugar no circuito. “Foi uma experiência muito positiva no Rio Open, com muito aprendizado. Esta semana trouxe várias novidades, muitas primeiras vezes: primeira qualificatória em um ATP 500, primeira participação no Rio Open… Só tenho aspectos construtivos a destacar, graças ao trabalho que minha equipe e eu estamos fazendo”.
O ano mal começou e já dá para ver que há espaço para crescer. Não dá para dizer que já está no nível desejado, pois envolvem muitos fatores, como a grandiosidade do torneio e o apoio da torcida… Mas é possível chegar lá. Ainda não alcançou, mas está no caminho certo.







