Logo após o encerramento da 12ª edição do Rio Open, no domingo à noite, Luiz Carvalho, conhecido como Lui, comentou o encontro que teve com o presidente da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), o italiano Andrea Gaudenzi.
Segundo Lui, não houve nenhum acordo formal ou assinatura, mas o torneio foi apresentado para apoiar o objetivo da competição de migrar para o piso duro em 2028. Essa mudança está alinhada com a reestruturação do calendário, que inclui a chegada do Masters 1000 da Arábia Saudita – cuja data ainda não foi confirmada.
“A questão da quadra e do piso é bem antiga, um pedido meu de seis, sete anos junto à ATP. É um processo político, cíclico, que não acontece do dia para a noite. Tenho confiança de que estamos nos aproximando de um resultado positivo para realizar essa alteração. Trabalhamos nos bastidores para posicionar o evento de modo que a ATP perceba que a América do Sul é um mercado com grande potencial, que representa o futuro. Existem outras regiões com mais participantes, onde a economia do tênis gira mais rápido, mas a América do Sul tem uma capacidade enorme. Isso culminou na vinda do Andrea Gaudenzi para o Rio e também do Pablo Andujar, para que pudessem vivenciar o torneio. São fatos positivos que nos ajudam a alcançar o objetivo final, que é fazer a transição para a quadra dura – algo que acredito beneficiará muito o evento e atrairá grandes jogadores para o Brasil”, afirmou Lui Carvalho.
“O que ele ouviu de nós aqui, já vem ouvindo há tempos, não é novidade. Não queríamos trazê-lo para cá para discutir esse assunto especificamente. Queríamos, principalmente, mostrar o evento e seu potencial. Ele se reuniu com a diretoria da IMM e com patrocinadores do Rio Open para ouvir também sobre o comprometimento com o investimento e o desenvolvimento do torneio, o que é muito importante. Ele pôde vivenciar um pouco da cidade, sua dinâmica, em uma semana de Carnaval um pouco mais agitada. Fez um passeio de helicóptero pelo Rio, viu o Jockey Club de cima. Observou a localização do evento, que é um dos pontos fortes, pela facilidade de acesso do público e de todos os jogadores. O objetivo era demonstrar o potencial, sem necessariamente sair daqui com um acordo formal. Ele é o Chairman. Agora vai retornar e, quando houver uma reunião do Board e falarem do Rio, terá uma perspectiva diferente. Acho que ele ficou bastante impressionado com o que viu”, completou.
Sobre a edição de 2026, Lui ressaltou que foi um sucesso, mesmo com os desafios de chuva, calor e cancelamentos: “Foi uma edição desafiadora, uma verdadeira montanha-russa, com altos e baixos. Começamos com desistências, tivemos o recorde de brasileiros na chave, a dupla do Marcelo com o João, algo muito bem costurado nos bastidores – não foi algo imediato. Depois, foram altos e baixos, os brasileiros não foram muito bem, mas terminar no domingo após chuva, cancelamentos e suspensões foi muito positivo, culminando com o título do João e Marcelo e do Etcheverry, que é um grande jogador. Estamos muito bem servidos de campeões”, destacou.






