“Por questões físicas, não consegui começar bem a temporada, mas agora estou em plenas condições e atuando em um alto nível no saibro. Treinei primeiro no Rio e pude praticar também aqui nestes últimos dias. É muito bom estar jogando bem e defendendo o título. É uma experiência rara, então preciso aproveitar, dar o meu melhor e tentar conquistá-lo novamente.”
Fonseca, que treinou nesta segunda-feira na quadra central Guillermo Vilas, deu entrevista em uma tenda branca que concentrava calor e umidade em um dia extremamente quente em Buenos Aires. O espaço para a imprensa passou a se chamar, desde este ano, “Guillermo Salatino”, em homenagem ao lendário jornalista argentino de tênis, falecido em janeiro aos 80 anos.
Há um ano, ao ver Fonseca levantar o troféu em Buenos Aires na grande final contra o argentino Francisco Cerúndolo, Salatino registrou sua análise em uma coluna no CLAY: “A primeira coisa que penso é: como ele é bom. Sim, como é bom! E, numa segunda análise, vejo outra coisa: um mini Juan Martín del Potro.”
No entanto, Fonseca almeja ser mais do que Del Potro; não se contentaria em ser apenas o número três do mundo, campeão do US Open e da Copa Davis, com duas medalhas olímpicas. Com a audácia direta típica da geração de Carlos Alcaraz, Fonseca afirmou que quer ser o número um. E seguirá com esse objetivo ao entrar em quadra nesta quarta-feira para defender seu título na Argentina.







