Falta pouco para a bola rolar na Copa do Mundo 2022 e os torcedores aguardam com ansiedade o apito soar para ver a equipe comandada pelo técnico Tite lutar pelo hexa no Catar! Além do atacante Richarlison, que vai estrear no Mundial com a camisa 9, e de outros capixabas que já defenderam a Seleção Brasileira, um episódio envolvendo Copa do Mundo liga o Brasil e umas das equipes mais tradicionais do Espírito Santo: o Rio Branco Atlético Clube.
Vamos fazer uma viagem no tempo e relembrar essa história. Em 1974, quando aconteceu a Copa da Alemanha, o Rio Branco fez uma sequência de jogos pela Europa, Ásia e África. O Capa-Preta foi o primeiro clube do ES a fazer uma excursão para fora do Brasil.
Toda essa aventura durou cerca de um mês e meio e passou por vários países. Ao todo, a equipe tinha previsto 18 partidas, mas duas foram canceladas. Na bagagem, o Rio Branco trouxe para o país cinco vitórias, cinco empates e seis derrotas.
Mas esse intercâmbio também foi marcado por uma curiosa história que rendeu uma tabelinha com a Seleção Brasileira. A delegação do Rio Branco retornou ao Brasil no mesmo avião da Varig que a Seleção foi para a Alemanha disputar a Copa do Mundo de 74.
Com o cancelamento dos dois últimos jogos, o time capixaba foi para a cidade de Johanesburgo, na África do Sul, em uma segunda-feira e só conseguiu retorno ao Brasil na quarta-feira. No entanto, o piloto que levou a Seleção estava no mesmo hotel em que o Rio Branco dormiria e vendo a dificuldade da delegação voltar ao Brasil, por problemas de voo, ofereceu uma “carona”, pois o avião iria voltar vazio.
E quem lembra esse caso com detalhes é Geraldo Cerqueira, ex-preparador físico do Rio Branco.
“A gente estava viajando pela Europa, África e Ásia. Tivemos dois jogos cancelados quando estávamos no continente africano, mas só conseguiríamos voltar ao Brasil na quarta-feira, isso era numa segunda. Uma coincidência boa aconteceu: o piloto que foi levar a Seleção à Alemanha estava em rota de retorno ao Brasil e nos ofereceu carona. Assim voltamos dois dias mais rápido”, disse Geraldo Cerqueira.
E no elenco do Rio Branco estava o meia Adalberto Lopes, que depois seguiu para o Fluminense. “Jogamos em muitos lugares naquela época. Foram cerca de 50 dias viajando, jogando e conhecendo vários lugares. Quando estávamos retornando ao Brasil, nós tivemos essa surpresa de pegar o mesmo avião que levou a delegação do Brasil para a Copa da Alemanha em 74. Na época eu tinha 20 anos, hoje estou com 68. Essa é uma história que vou carregar para sempre”, revela o ex-atleta.







