Detalhes da negociação do atacante Lionel Messi para permanecer no Barcelona após a temporada 2020/21 foram divulgados pelo jornal espanhol “El Mundo del Siglo XXI”, que teve acesso a documentos ligados à investigação chamada “Barçagate”, sobre supostos crimes administrativos da gestão de Josep Maria Bartomeu, em 2020.
Segundo a reportagem, as condições do camisa 10 renovar contrato incluíam um camarote no Camp Nou para sua família; 10 milhões de euros de luvas na renovação; recuperação da perda salarial aceitada pelo craque na temporada anterior, devido à pandemia de Covid-19; um voo privado para a Argentina no Natal; e uma multa de rescisão contratual de apenas 10 mil euros.
Ainda conforme o “El Mundo del Siglo XXI”, quase todos os pedidos de Messi foram aceitos por Bartomeu, então presidente do Barça, exceto o valor da multa rescisória, que permaneceria em 700 milhões de euros.
Mesmo após clube e jogador chegarem a um acordo para renovação, Messi teve de deixar o Barcelona em 2021 porque o clube não conseguiu cumprir exigências administrativas da LaLiga, como teto salarial. O argentino, então, transferiu-se para o Paris Saint-Germain.
Barcelona
Em nota oficial, o Barcelona demonstrou indignação com o vazamento das informações, mas não chegou a refutar os termos publicados.
“Em relação às informações publicadas hoje no “El Mundo del Siglo XXI” sob o título ‘Barça Leaks, os arquivos secretos do clube parte 1’, o FC Barcelona manifesta a sua indignação pelo vazamento intencional de informações que fazem parte de um processo legal. O clube lamenta que o meio em questão se gabe de ter ‘acesso a uma enorme quantidade de documentos e e-mails que fazem parte da investigação do Barçagate’, quando essa informação ainda não foi divulgada. Em todo caso, o artigo em causa torna públicos documentos que não têm a ver com o processo em curso e a sua utilização é uma afronta à reputação e confidencialidade do clube”, diz a nota do Barcelona, que promete tomar medidas legais contra o vazamento.







