Atlético-MG aderiu à Lei 14.193/2021, conhecida como a Lei da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), que permitem aos clubes brasileiros se tornarem empresas, e não somente associações civis. O clube comunica a decisão após reunião do órgão colegiado, responsável por sua administração.
Para haver a adesão total à SAF, é preciso a aprovação do Conselho Deliberativo do Atlético, que irá se reunir em novembro para tal. Antes, em 03 de outubro, o órgão fará um encontro obrigatório para eleger a sua nova mesa-diretora e um novo presidente, já que Castellar Guimarães, dono do cargo, não será candidato.
A decisão do órgão colegiado passa pelo fato de o Atlético já trocar documentos com possíveis investidores. O caminho escolhido pelo clube, entretanto, é de já virar SAF, independentemente de ter um comprador à vista, similar ao adotado pelo América-MG.
Em um primeiro momento, o Galo será dono de 100% das cotas da sociedade anônima a se criar no clube. As pretensões é de ter um investidor controlador, até pelos caminhos adotados pelo mercado. Mas nada impede de o clube ser o sócio majoritário, ainda que as chances sejam pequenas.
O Atlético tem uma dívida superior a R$ 1 bilhão, mas com patrimônio favorável – um futuro estádio, CT, e dois clubes sociais. Recentemente, abriu mão do Diamond Mall – venda de 49,9% restantes do shopping por R$ 340 milhões, para abater as dívidas onerosas, que estão na casa dos R$ 500 milhões.
O órgão colegiado do Atlético é formado pelo presidente-executivo, Sérgio Coelho, além do vice-presidente José Murilo Procópio, e os chamados 4 R’s: Ricardo Guimarães, Renato Salvador, Rafael Menin e Rubens Menin, empresários e conselheiros do clube que fazem empréstimos para ajudar na parte financeira e de gestão do Galo.







