O processo seletivo da Assembleia Legislativa do Espírito Santo entrou em uma fase crucial no domingo, com a realização do Teste de Aptidão Física na Universidade Federal do estado. Esta etapa eliminatória, voltada para os inscritos no cargo de Agente de Polícia Legislativa, reuniu 380 pessoas, divididas em três grupos ao longo do dia.
A prova física tem como objetivo verificar se os candidatos possuem a condição corporal necessária para as demandas da função, que inclui operações de segurança e ações institucionais.
Critérios técnicos e desempenho
Conforme explicou a coordenadora Naiara Rocha, os avaliadores aplicaram três tipos de exercício: abdominal remador, barra fixa — com execução dinâmica para homens e isométrica para mulheres — e uma corrida.
Ela detalhou que, no abdominal, os homens precisam completar 25 repetições em trinta segundos, e as mulheres, 20 no mesmo tempo. Para a barra fixa, é exigido um mínimo de três repetições dinâmicas dos candidatos, enquanto as candidatas devem sustentar a posição isométrica por pelo menos nove segundos. A corrida tem duração de doze minutos para todos, sendo que os homens devem percorrer dois mil metros e as mulheres, mil e oitocentos metros.
Preparação e expectativa
Uma das participantes, Ingrid Milholli, contou que começou a se preparar no ano passado. Ela afirmou que treina há cerca de seis meses e intensificou os exercícios perto da data do teste, chegando a contratar um treinador especializado.
Ela mencionou ter sido aprovada em testes semelhantes de outros concursos e demonstrou otimismo com o resultado atual. “Espero que tudo corra bem”, disse.
Já o candidato Arnaldo Corrêa Júnior apontou o abdominal remador como a parte mais difícil. Ele observou que, em sua experiência recente com outros certames, a exigência de realizar cada movimento em cerca de um segundo, dentro do limite de trinta segundos, representa o maior desafio.
Ele se declarou confiante no resultado. “Rogo a Deus que abençoe a todos. Considerando minha dedicação e o fato de estar aqui, tenho esperança de ser aprovado”, expressou.
Próximas etapas
O edital do concurso estabelece outras fases, tanto eliminatórias quanto classificatórias, para o cargo de Agente de Polícia Legislativa. Estão previstas a aplicação de avaliação psicológica, exame toxicológico e investigação social, que demandarão a apresentação de documentos. Haverá também um procedimento de heteroidentificação para confirmar a autodeclaração de candidatos pretos ou pardos.
Os aprovados nessas etapas participarão de um curso de formação, que também é eliminatório, com cinquenta vagas em disputa. A fase final do processo incluirá avaliação médica pericial multiprofissional e uma avaliação biopsicossocial para os concorrentes aprovados dentro do quadro de vagas reservadas para pessoas com deficiência.






