12 de fevereiro de 2026
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Duas novas espécies de plantas foram descobertas em áreas rochosas de alta altitude no Brasil

Pesquisadores do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações com sede no Espírito Santo, identificaram duas novas espécies de plantas em áreas rochosas pouco exploradas do interior capixaba.

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Uma das descobertas, batizada de Antúrio das Pedras (Anthurium petraeum), foi encontrada em uma fazenda no distrito de São Rafael, na região norte de Linhares, ES.

A planta pertence à família Araceae, que inclui espécies tropicais presentes em toda a América Latina e é conhecida por seu valor ornamental. Ela foi avistada durante uma expedição realizada em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

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O nome Antúrio das Pedras é bastante apropriado, já que a espécie se desenvolve em locais inóspitos, como afloramentos rochosos em altitude e sob luz solar direta, conforme relatam os cientistas que a descreveram em um artigo da revista Phytotaxa.

Os espécimes foram coletados para estudo em 2022, mas foram necessárias diversas observações e comparações com outros tipos do mesmo gênero para confirmar suas características únicas.

Trata-se de uma espécie rupícola, ou seja, que brota diretamente sobre superfícies rochosas, demonstrando adaptação a ambientes hostis.

Suas folhas são amplas e densas, formando uma estrutura central conhecida como espádice, envolvida por uma inflorescência branca, o que lhe confere apelo decorativo.

Uma bromélia em risco crítico

A outra espécie, encontrada em setembro de 2024 durante pesquisas também lideradas por especialistas do INMA, desta vez no município de Nova Venécia, é uma bromélia chamada “dama-escarlate” (Stigmatodon vinosus).

Esta planta também habita formações rochosas elevadas. É comum que as bromélias da região apresentem alto endemismo, existindo apenas em locais específicos.

Conforme o artigo de descrição publicado na Phytotaxa, a S. vinosus se diferencia das demais bromélias da área e já foi categorizada como em perigo crítico de extinção. Isso se deve à sua distribuição geográfica extremamente limitada, que sofre ameaças do avanço de atividades e do desgaste natural.

O nome científico, escolhido após análises de cultivo que detalharam suas estruturas reprodutivas, refere-se à tonalidade vinácea de suas partes florais (vinosus).

Já a denominação popular, “dama-escarlate”, alude à coloração avermelhada de suas inflorescências e ao porte elegante de suas estruturas, que se erguem verticalmente.

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Reinaldo Olecio

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