A polêmica envolvendo o uso do cerol e também a linha chilena nas pipas continua em alta. Se der uma breve busca pela internet, é fácil entender o motivo. Acidentes envolvendo estas linhas e motociclistas em todo o País são comuns. E na maioria dos casos, as vítimas são atingidas no pescoço, causando ferimentos graves, o que pode até levar à morte.
Na última segunda-feira (17), um motociclista de 37 anos se feriu em várias partes do corpo ao passar pela Avenida Carlos Lindemberg, em Vila Velha. Ele contou que chegou ver várias crianças soltando pipa, mas não imaginou o que estava por vir. Poucos metros à frente percebeu que tinha sido atingido no pescoço e no dedo da mão por uma linha chilena.
Em junho, um motociclista que trabalha como entregador, ficou gravemente ferido ao passar por uma das ruas do bairro Ilha dos Aires, em Vila Velha. Ele foi atingido por uma linha com cerol. A vítima trabalhava de carteira assinada, mas completava a renda como entregador.
Familiares contaram que ele chegou percorrer 150 metros até perceber que havia sido atingido pela linha de pipa. Ele foi levado para um hospital do município e teve que passar por alguns processos cirúrgicos.

A Corpo de Bombeiros sempre orienta os motociclistas utilizarem antenas de proteção na parte dianteira das motos para evitar eventuais contatos de linhas com os condutores. Sobre estes dois casos levantados, a Prefeitura de Vila Velha informou por meio de nota, que fiscaliza estabelecimentos que vendem material similar e, em caso de encontrar cerol ou linha chilena, o local tem o alvará caçado.
Deputado quer multar quem utilizar linha chilena ou cerol
Soltar pipa, papagaio, raia, jereco, faz parte da cultura de crianças e adolescentes no período das férias, sobretudo nas periferias. E não basta colocar a pipa no ar, a disputa geralmente é quem corta quem. Por isso o uso destas linhas tem causado acidente e ferido pessoas gravemente.
Um projeto de lei do deputado estadual Mazinho dos Anjos (PSDB) impõe multa de R$ 20 mil para quem fabricar, vender, ou usar o cerol e linha chilena para pipas. O detalhe é que já exista uma lei para isso. E é bem antiga. No Espírito Santo, a fabricação ou comercialização do cerol é proibida por lei. No decreto publicado em 5 de setembro de 2005, entende-se por “cerol” qualquer produto originado da mistura de cola e vidro ou outro produto abrasivo em linha ou cordão de empinar papagaio, pipa ou similar. O que ele acrescenta é que em caso de flagrante, seja aplicada a multa.
Importante destacar que não é difícil encontrar o produto à venda na internet. Vários sites e perfis especializados comercializam cerol e linha chilena.







