Projeto de variação linguística fortalece protagonismo estudantil

A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Marinete de Souza Lira, na Serra, realizou durante o mês de fevereiro o projeto “Investigadores Linguísticos: Aprender, Pesquisar e Compartilhar Saberes”. O objetivo foi promover a compreensão sobre a diversidade do português falado no Brasil e estimular a participação ativa dos alunos por meio de pesquisas em grupo.

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A atividade começou com uma pergunta central: “Como mostrar que falar diferente não é falar errado?”. Isso gerou um debate inicial sobre variação linguística. A professora Fernanda Tófolo de Siqueira Penha apresentou o tema usando um vídeo, um mapa conceitual e exemplos de falares regionais, partindo do conhecimento que os estudantes já tinham.

Pesquisa Colaborativa por Regiões

Os alunos foram divididos em equipes, cada uma responsável por estudar uma das cinco regiões brasileiras: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste ou Sul, unindo conhecimentos de Língua Portuguesa e Geografia. Para investigar gírias, palavras e expressões típicas de suas regiões, os grupos usaram iPads, mapas do Brasil, fichas de pesquisa e outros materiais físicos e digitais, anotando significados, contextos de uso e relações culturais.

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Depois, as equipes compartilharam suas descobertas com a turma, explicando as expressões encontradas e suas particularidades linguísticas e culturais. Ao final, houve um momento de troca de ideias e reflexões sobre preconceito linguístico, diversidade cultural e identidade.

Resultados e Reflexões

Entre os ganhos observados estão o aumento da autonomia, do trabalho em equipe e da capacidade de argumentação dos estudantes. Eles também ampliaram o vocabulário, ganharam mais confiança para falar em público e desenvolveram uma consciência crítica mais apurada sobre a discriminação pela fala.

Segundo a professora Fernanda Tófolo de Siqueira Penha, o projeto buscou valorizar a pluralidade cultural do país. “Quisemos mostrar que a língua é viva, está sempre em mudança e carrega a identidade de cada comunidade. Ao pesquisarem e apresentarem as diferenças regionais, os alunos entenderam que variar no modo de falar não é um erro, mas a expressão de uma cultura e de um sentimento de pertencimento”, explicou.

Um dos alunos participantes destacou como a iniciativa mudou sua perspectiva. “Eu não imaginava que tantas palavras que usamos no dia a dia fazem parte da nossa identidade regional. Percebi que é preciso respeitar a forma como cada pessoa se comunica”, disse.

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