O governo Lula busca expandir o tratado de preferências tarifárias entre o Mercosul e a Índia. A visita do presidente ao país nesta quarta-feira é vista pelas autoridades como a iniciativa mais relevante da atual gestão para abrir mercados no continente asiático.
Vigente desde 2009, o pacto é um Acordo de Comércio Preferencial que concede cortes nas tarifas aduaneiras para ambas as partes, com margens de preferência de 10%, 20% ou isenção total.
Barreiras e desafios
O principal obstáculo, no entanto, está nas altas taxas impostas pela Índia. Outro ponto crítico é a exclusão quase total de produtos do setor agropecuário no acordo preferencial com o bloco sul-americano.
Atualmente, apenas 14% das exportações brasileiras para o mercado indiano são beneficiadas por esse instrumento. O objetivo das autoridades nacionais é discutir a inclusão de novos itens, especialmente do agronegócio, pleitear a redução de tarifas e eliminar entraves comerciais.
Potencial inexplorado
Na avaliação do governo brasileiro, a Índia continua sendo um destino subaproveitado pelos exportadores locais. Além disso, a lista de produtos que o Brasil envia para Nova Délhi tem baixa variedade: óleos vegetais, açúcares, petróleo bruto e minério de ferro representam mais de 60% do volume total exportado.
Por isso, o Planalto identifica espaço para aumentar as vendas de mercadorias como óleos vegetais, algodão, feijões e leguminosas, etanol, genética bovina e frutas. Outros produtos com potencial incluem carne de aves, pescado, café e suco de laranja.







