Divulgado no início desta semana, o Relatório de Gestão do Pix, apresentado pelo Banco Central do Brasil (BC), indicou que o Pix apresentará mudanças significativas nos próximos anos.
De acordo com o Relatório, o sistema de pagamentos, poderá ganhar, por exemplo, a capacidade de realizar transações mesmo em locais sem conectividade à Internet. Segundo previsto pelo Banco Central, para fazer isso, a ideia é utilizar tecnologias alternativas e de proximidade, como NFC, RFID, Bluetooth, biometria e outras.
Outra previsão é de que o Pix parcelado seja uma realidade em todos os bancos. No contexto atual apenas algumas instituições apresentam o recurso.
O Relatório também destaca que outra possível novidade é tornar os pagamentos recorrentes através do Pix automático. A função será tanto para quem for pagar, quanto para quem for receber. Essa nova função permitirá que os usuários autorizem transações Pix recorrentes de forma automática, eliminando a necessidade de autenticação mensal.
A novidade é um benefício para empresas concessionárias de serviço público, instituições de ensino, academias, serviços de streaming e muitos outros setores que dependem de pagamentos recorrentes.
Outra expectativa é o uso do Pix para pagamento nos pedágios das rodovias, dos estacionamentos e nos transportes públicos. Também utilizando novas tecnologias, como NFC e biometria.
Além disso, o Banco Central também analisa a possibilidade de criar o Pix parcelado ou no crédito. A função já é oferecida em alguns bancos, mas, sendo parte do método pelo BC, haveria aplicação de taxas reduzidas de crédito, principalmente no caso de inadimplência.
Essa mudança facilitaria o acesso, já que, atualmente, para fazer um Pix, é preciso ter o dinheiro em conta ou limite no cartão de crédito.
Leia também:
Endividamento do brasileiro cai, mas inadimplência cresce em agosto







