A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou queda de 0,68% julho, a maior deflação registrada desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1980.
Com esse resultado, o IPCA acumula alta de 4,77% no ano e 10,07% em 12 meses.
O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast, que previam um recuo entre 0,88% e 0,45%, com mediana negativa de 0,66%.
Confira os meses em que o Brasil registrou deflação desde o início do Real, segundo o IBGE:
- Agosto/1997: -0,02%
- Julho/1998: -0,12%
- Agosto/1998: -0,51%
- Setembro/1998: -0,22%
- Novembro/1998: -0,12%
- Junho/2003: -0,15%
- Junho/2005: -0,02%
- Junho/2006: -0,21%
O que é deflação?
A deflação se caracteriza pela queda generalizada dos preços durante um determinado período de tempo – é o oposto da inflação.
Em geral, está associada a uma queda da demanda pelos produtos, seja porque a oferta de bens e serviços cresceu mais do que a procura, seja porque os consumidores ficaram mais retraídos em relação aos gastos (preferindo elevar o nível de poupança, por exemplo).
Bom ou ruim?
Segundo os especialistas, essa é uma queda de preços, de certa forma, “artificial”, uma vez que foi provocada principalmente pela redução de impostos incidentes sobre produtos como combustíveis e energia. Não há uma queda generalizada de preços, o que caracterizaria uma deflação “clássica”.
Para os consumidores, deflação pode parecer uma coisa boa, já que significa redução de gastos e mais dinheiro no bolso. Mas uma deflação persistente não é um bom sinal quando se pensa na economia como um todo. É um sinal de debilidade da atividade econômica.







