A associação que representa os supermercados no Brasil estima que cerca de 50% a 60% dos recursos extras disponibilizados às famílias por meio dos auxílios aprovados na PEC dos Benefícios poderão ser destinados ao setor, ainda que os dados sejam preliminares.
“A gente acredita que algo em torno de 50%, 60% desse valor viria para o consumo dos lares”, disse Márcio Milan, vice-presidente institucional e administrativo da Abras, nesta quinta-feira (14), a jornalistas. As informações são do R7.
Os cálculos não estão finalizados e levam em conta, segundo ele, todos os benefícios acoplados à PEC (Proposta de Emenda à Constituição), como os aumentos do Auxílio Brasil e do Auxílio Gás e a criação de auxílios para caminhoneiros e taxistas.
Milan também mencionou o fato de bares e restaurantes estarem abertos, o que não ocorreu no auge da pandemia da Covid-19 e deve gerar demanda adicional para esses estabelecimentos.
A Abras manteve a estimativa para 2022 de crescimento de 2,8% no consumo dos lares, indicador elaborado pela entidade que contempla as vendas de todos os formatos de varejo alimentar operados pelo setor supermercadista. Milan disse, porém, que a projeção pode ser revisada em julho.
PEC dos Benefícios
A chamada PEC dos Benefícios, aprovada pela Câmara dos Deputados nesta quarta (13), eleva o Auxílio Emergencial de R$ 400 para R$ 600 mensais até o fim do ano e infla ou cria outros programas sociais. Os críticos chamam atenção para o impacto fiscal, estimado em R$ 41,25 bilhões, e a proximidade das eleições.
As medidas têm validade apenas até o fim do ano, e a expectativa é que os benefícios comecem a ser pagos a partir de agosto. A PEC agora poderá ser promulgada, o que deve ocorrer ainda nesta semana em sessão do Congresso Nacional.
Milan disse que os supermercados estão realizando “negociações mais planejadas e estruturadas” com a indústria alimentícia para avaliar a necessidade de alguns aumentos de preços. O executivo negou que haja risco de uma escassez ampla de produtos nas gôndolas, ressaltando, porém, que rupturas individuais são normais na operação do setor.







