Entre janeiro e agosto de 2024, as exportações do agronegócio no Espírito Santo somaram mais de US$ 2,1 bilhões (aproximadamente R$ 11,7 bilhões), o maior valor já registrado para esse período. O montante supera o total acumulado ao longo de todo o ano de 2023, indicando um crescimento impressionante de 72% em relação aos primeiros oito meses do ano anterior, quando as exportações somaram US$ 1,2 bilhão.
Enquanto o Brasil registrou uma queda de 0,6% no valor das exportações do agronegócio no mesmo período, o Espírito Santo teve um desempenho oposto, embarcando mais de 1,67 milhão de toneladas de produtos – um aumento de 3,7% em volume. O café cru em grãos se destacou, com um aumento de 157,1% no valor exportado, seguido por carne bovina (+78,3%), álcool etílico (+59%), e mamão (+38%), entre outros produtos.
O secretário de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca do Estado, Enio Bergoli, celebrou o resultado, afirmando que o Espírito Santo alcançou “o melhor desempenho da série histórica” e destacou o papel fundamental do café conilon, que tem se consolidado como o principal produto de exportação. O complexo cafeeiro, a celulose e a pimenta-do-reino representaram, juntos, 94,9% das exportações do agronegócio capixaba até agosto.
Os produtos do Estado chegaram a 117 países, com os Estados Unidos como principal parceiro comercial, absorvendo 22,5% das exportações. O agronegócio respondeu por 30,4% das exportações totais do Espírito Santo no período. “Esses números mostram a competitividade do Estado no cenário internacional, fruto do trabalho dos nossos produtores e agroindústrias”, destacou Bergoli.
Em termos de volume, o Espírito Santo também se destacou como o maior exportador nacional de gengibre, pimenta-do-reino e mamão, com fatias de mercado de 64%, 58% e 44%, respectivamente. Além disso, superou São Paulo no ranking de exportação do complexo cafeeiro, assumindo a segunda posição nacional.
Contudo, uma ressalva foi feita em relação aos dados de exportação de açúcar nos meses de fevereiro e março, quando foi identificada uma inconsistência nos registros de volumes e valores. A Seag já está em contato com as entidades responsáveis para corrigir a discrepância, que pode ter sido causada por erros no lançamento de notas fiscais ou operações de trading.







