4 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Hanseníase: novos casos indicam aumento entre de janeiro e novembro de 2023

Segundo informações do Painel de Monitoramento de Indicadores da Hanseníase, do Ministério da Saúde, entre janeiro e novembro de 2023, o Brasil diagnosticou ao menos 19.219 novos casos de hanseníase. O resultado já é 5% superior ao total de notificações registradas no mesmo período de 2022.

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De acordo com o Painel, o estado de Mato Grosso tem liderado o ranking das unidades federativas com maiores taxas de detecção da doença. O total de novos casos no estado, até o fim de novembro, foi de 3.927 e já superava em 76% as 2.229 ocorrências do mesmo período de 2022.

Atrás de Mato Grosso está o Maranhão, com 2.028 notificações, resultado quase 8% inferior aos 2.196 registros anteriores.

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No boletim epidemiológico divulgado em janeiro de 2023, com os dados da doença relativos a 2022, a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, admitiu que a pandemia impôs um desafio extra, exigindo estratégias direcionadas ao fortalecimento das ações de controle da hanseníase.

“A pandemia de covid-19 criou dificuldades para novos diagnósticos e para o tratamento de pacientes com hanseníase, contribuindo para a subnotificação e o pior prognóstico dos casos”, disse a secretaria.

De 2019 a 2020, o total de casos diagnosticados caiu de 27.864 para 17.979. Em 2021, 11,2% dos 18.318 novos pacientes identificados já apresentavam lesões graves nos olhos, mãos e pés quando foram diagnosticados.

Janeiro Roxo

A hanseníase é considerada uma das mais antigas doenças a afligir o ser humano, ela é uma doença infecciosa e contagiosa que atinge a pele, mucosas e o sistema nervoso periférico, ou seja, nervos e gânglios. Pode causar lesões e danos neurais irreversíveis se não for diagnosticada a tempo e tratada de forma adequada, mas tem cura.

O aparecimento de manchas, brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas, e/ou áreas da pele com alteração da sensibilidade e o comprometimento dos nervos periféricos, estão entre os sinais e sintomas mais frequentes.

Também podem ser indícios da doença o surgimento de áreas com diminuição dos pelos e do suor; sensação de formigamento e/ou fisgadas, principalmente em mãos e pés; diminuição ou perda da sensibilidade e/ou da força muscular na face, e/ou nas mãos e/ou nos pés, bem como a ocorrência de caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.

Segundo o Ministério da Saúde, a hanseníase é identificada por meio de exame físico geral, dermatológico e neurológico. O tratamento é feito gratuitamente, no Sistema Único de Saúde (SUS), com o uso de medicamentos antimicrobianos e não exige internação. A duração do tratamento varia conforme a forma clínica da doença

Em crianças, o diagnóstico exige uma avaliação mais criteriosa, devido à dificuldade de aplicação e interpretação dos testes de sensibilidade.

Para conscientizar a população em geral e as autoridades públicas em particular sobre a importância do diagnóstico precoce e do enfrentamento ao preconceito contra a hanseníase, no Brasil, desde 2016, o mês de janeiro é dedicado à campanha Janeiro Roxo. Oficializada pelo Ministério da Saúde, a iniciativa busca disseminar informações sobre os principais sinais, sintomas, tratamento e prevenção da doença.

*Com informações da Agência Brasil

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