Um adolescente morto durante uma abordagem policial, quando já estava rendido, no município de Pedro Canário, Norte do Estado, em março deste ano. Em abril, um músico assassinado por um policial militar de folga, após uma discussão, em um condomínio de Jardim Camburi, em Vitória.
Recentemente, mais um caso. Um major e um soldado da Polícia Militarbrigam no meio da rua, após saírem de uma boate na Praia do Canto, bairro nobre da capital.
A violência desproporcional envolvendo membros das forças policiais no Espírito Santo vem chamando a atenção nos últimos meses. Ocorrências que preocupam tanto do ponto de vista da segurança urbana, mas também quando se amplia para as características do setor e da saúde das corporações.
Os casos fazem parte de um cenário que afeta não só policiais militares, mas também de outras corporações. O estresse provocado pela rotina de trabalho é apontado como um dos motivadores dos episódios de violência e virou objeto de uma pesquisa da Secretaria de Estado Segurança Pública (Sesp).
De acordo com o gerente de Atenção ao Servidor, Pedro Ferro, a pesquisa buscou identificar os fatores que levam os policiais a sentirem estresse ou insatisfação, interferindo na atividade profissional. Um dos principais problemas diz respeito à condição de alto estresse pela qual profissionais da Segurança Pública são submetidos diariamente.
As mulheres que compõem a corporação também são público-chave dessa pesquisa, que tentou captar os aspectos físicos, psicológicos e sociais que envolvem e afetam o desenvolvimento do trabalho e o próprio bem-estar do policial.
De acordo com dados da pesquisa, de 2013 a 2022 foram 22 casos de suicídio de policiais registrados em média, numa proporção de 100 mil habitantes. O que seria o mesmo que dizer que 440 policiais se suicidaram no prazo de dez anos só na região metropolitana da Grande Vitória. Desses, 77% eram policiais militares. Apenas 7% deles tinha formação superior.
A especialista alerta que as condições enfrentadas por esses policiais são um fio de alta tensão. A atenção acolhedora, segundo o que é identificado pela pesquisa, faz a diferença na conduta e no comportamento.
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