Um idoso de 68 anos foi morto durante um tiroteio que aconteceu próximo à Avenida Leitão da Silva, em Vitória. Daniel Ribeiro Campos da Silva morreu ao ser atingido na cabeça por uma bala perdida, na madrugada de domingo (25). Ele estava internado há um ano e oito meses no hospital de longa permanência, localizado região.
Segundo a polícia, o disparo perfurou a parede e atingiu o idoso no leito hospitalar, onde ele recebia cuidados paliativos. De acordo com a filha do idoso, Samantha Ribeiro, o senhor Daniel era bem lúcido e até brincava durante os exercícios diários de fisioterapia.
“O meu pai era totalmente lúcido. Ele até brincava e fazia muita graça. Ele amava viver. Ele assistia programas de TV, brincava com as enfermeiras e cuidadoras e não parava de rir. A gente brincava falando que ele iria completar 120 anos e ele sempre respondia rindo: ‘vocês vão ter que me aturar’. Ele era muito bem cuidado. Tinha médicos, assistências, tinha cuidador e a família. Ele era muito bem amparado. Ele não andava e nem falava, mas tinha todos os devidos cuidados”.
Samantha Ribeiro, filha de Daniel, contou que estava em casa e recebeu uma ligação do hospital onde seu pai estava internado. No mesmo momento, ela e uma irmã mais velha foram até ao local. A filha da vítima ainda contou que chegou ao hospital imaginando que o pai dela teria falecido por causas naturais e que ficou desacreditada ao saber o que de fato aconteceu.
“A gente não consegue acreditar. Mesmo vendo a bala na cabeça do meu pai, eu não consigo acreditar. Ele não estava na rua, ele estava dentro de um hospital. A gente nunca espera que isso vai acontecer. Pode faltar luz, água ou até outra coisa, mas imaginar que meu pai iria tomar um tiro na cabeça dentro do hospital? Eu nunca imaginei que isso poderia acontecer.”
Bala perdida
A bala perdida que atingiu e matou um idoso partiu do morro em direção à pista, de acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda.
“A perícia esteve no local na madrugada e eu solicitei que ela retornasse pela manhã, para ter uma melhor visibilidade. Eles então traçaram a trajetória do projétil, que vem numa linha descendente, do morro para a pista, a aproximadamente 33 metros do hospital. A princípio, o projétil é de uma pistola. Mas pistola, a uma distância dessa, não ultrapassaria uma parede de tijolo ou concreto”, declarou.
De acordo com a Polícia Civil, toda essa investigação está por conta do Departamento Especializado de Homicídio e Proteção à Pessoa (DEHPP) e do Centro de Inteligência e Análise Telemática (CIAT).
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“Nunca imaginei que meu pai levaria um tiro na cabeça dentro do hospital”, diz filha de idoso morto por bala perdida







