9 de fevereiro de 2026
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

No rastro do crime: ferramentas que ajudam nas investigações e identificação de suspeitos

Solucionar um crime não é uma tarefa fácil. Reconstituir as cenas de algo que, muitas vezes, as próprias vítimas foram as únicas testemunhas, além dos criminosos, requer muita expertise e tecnologias avançadas.

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Cada caso é um caso e cada crime é solucionado de uma maneira. No trabalho da perícia, a primeira tarefa é identificar os vestígios e encaminhar para os laboratórios responsáveis por cada tipo de análise, como explica a perita Oficial Criminal do gabinete da Superintendência de Polícia Técnico Científica (SPTC) Juliana Arósio Sales.

“A perícia é multidisciplinar. Nós temos diversas áreas que atuam de acordo com cada crime. Por exemplo, temos o departamento de criminalística, onde funcionam a fonética, a forense, balística, engenharia forense, crimes ambientais, entre outros. Temos também o departamento de laboratórios, com laboratórios de química, DNA, muito atuante na identificação de indivíduos, laboratório de toxicologia, etc. Temos o departamento de identificação, que trabalha mais com vestígios papilar, que são as impressões digitais. Por fim temos o DML. Tudo isso faz parte da perícia no Espírito Santo”, destaca Juliana.

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Cada crime tem características e tipos específicos de vestígio que são deixados, como imagens, objetos que precisam ser analisados, munições, sangue, sêmen, saliva, impressão digital, etc. De acordo com o tipo de material de crime que o perito coleta no local, o caso é encaminhado para o setor responsável.

Identificação de suspeitos por meio das impressões digitais

Em alguns casos, os peritos conseguem colher impressões digitais que ficam espalhadas pela cena do crime. Ao serem coletadas, essas impressões são levadas para o Afis (Automated Fingerprint Identification System) que é um setor onde acontecem as buscas por impressões digitais automatizadas e o cruzamento das informações de um banco de dados.

“Nesse setor, as latentes, como chamamos, que são fragmentos de impressões digitais, são submetidas ao sistema”, relata.

“O Espírito Santo começou a trabalhar com o próprio Afis a partir de novembro de 2022. Até então, a perícia utilizava um Afis da Polícia Federal, porém este não englobava o cidadão de identificação Civil do Espírito Santo, ou seja, as pessoas que têm Carteira de Identidade do Estado. As nossas identificações eram muito mais raras”, continua.

“Atualmente, a latente é submetida nesse novo programa de identificação, que trás para o perito possibilidades de convergência com 20, 30 ou um pouco mais de possibilidades de similaridade. O perito faz a análise final para concluir o match, como chamamos, para verificar se realmente condiz com o que o sistema está apresentando ou não. Desde novembro, aumentamos drasticamente o número de identificações de indivíduos por impressão digital em local de crime”, finaliza.

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Redação
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