A barbárie dentro das residências. A crueldade em um ambiente que deveria ser de acolhimento e segurança para as crianças. O criminoso embaixo do mesmo teto. Essas são frases que remetem a alguns acontecimentos que chocaram o Espírito Santo. A violência cometida pelos pais contra os mais fracos: as crianças, que tiveram a morte precoce e repentina como destino.
No último sábado (29), Ana Clara da Silva Soares, de apenas dois anos, morreu no Hospital Infantil de Guarapari. De acordo com a polícia, a criança apresentava sinais de estupro. O pai, Manoel Messias de Jesus Soares, de 44 anos, foi preso como principal suspeito de ter causado as lesões na bebê.
Na sequência, a mãe da menina, Catiúcia Vila Nova, de 33 anos, teve a prisão preventiva decretada como coautora do crime. Ambos irão responder pelo crime de estupro de vulnerável qualificado seguido de morte.
Em abril deste ano, o Estado se voltou para o júri popular do ex-pastor Georgeval Alves Gonçalves. Ele foi condenado a 146 anos de prisão por estuprar, torturar e matar o filho Joaquim Salles Alves, de 3 anos, e do enteado Kauã Salles Butkovsky, de 6 anos.
Os dois casos levantam a atenção para os crimes cometidos dentro das residências. Em entrevista com a delegada Thais Cruz, adjunta da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), ela explicou que os vizinhos e outros parentes devem denunciar para evitar esse tipo de crime.
“Nem sempre as crianças estão protegidas com os seus pais. Esses casos evidenciam isso. É um crime bárbaro, onde a vítima não consegue se proteger. Fica aqui o alerta para a denúncia, talvez uma ligação para a polícia, de um vizinho, parente ou alguém passando pela a rua, poderia ter evitado essas tragédias”, frisa a delegada.
A denúncia
Ao presenciar uma situação de risco à criança, deve-se procurar, de imediato, à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Também é possível realizar a denúncia pelo Disque 100, que funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.
Ou ainda pelo Disque-Denúncia 181, que também possui um site, no qual é possível anexar imagens e vídeos de ações criminosas. O sigilo das informações é garantido pela polícia.
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