O ex-pastor Georgeval Alves Gonçalves foi condenado a 146 anos e 4 meses de prisão pelo homicídio qualificado, estupro de vulnerável e tortura contra o filho Joaquim Alves Sales, de 3 anos, e o enteado Kauã Sales Butkovsky, de 6 anos. A sentença foi lida na noite dessa quarta-feira (19) pelo juiz Tiago Fávaro Camata, no Fórum de Linhares, no Norte do Espírito Santo.
O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Linhares, disse que, dentro do que é possível na legislação brasileira, a pena sentenciada ao réu foi proporcional aos crimes hediondos por ele cometidos e espera que o rigor da lei aplicada neste caso contribua para que barbaridades como as praticadas pelo réu jamais voltem a ocorrer.
O juiz fez o cálculo para definir pena, levando em consideração cada acusação e agravante.
Pelo homicídio qualificado, foi empregado pena-base em 25 anos. Foram considerados agravantes de motivo torpe, crime cometido para ocultação de outro crime, meio cruel e contra descendente. Em adição, como foi cometido contra menor de 14 anos, a pena para o crime de homicídio ficou em 40 anos. Como foram duas crianças, o pena dobrou, passando para 80 anos.
Já pelo estupro, foi aplicada pena-base em 12 anos, tendo como agravante uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Como foi praticado contra menores de 14 anos, a pena subiu para 22 anos. Assim sendo, 44 anos.
Por fim, pelo crime de tortura, foi aplicada pena de 10 anos e oito meses para cada vítima. Com a dobra, a pena sobe para 21 anos e quatro meses.
Tendo em vista que o acusado foi condenado a uma pena superior a oito anos e que existem circunstâncias judiciais desfavoráveis, o cumprimento inicial da pena será em regime fechado.
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