A violência nas escolas e a proteção à vida da comunidade escolar são as principais pautas do Dia Nacional da Paralisação da Educação. Professores, funcionários de colégios e alunos de todo o Espírito Santo se reuniram para participar da manifestação na manhã desta quarta-feira (26), na Praça do Papa, em Vitória.
O evento recebeu caravanas de trabalhadores de várias regiões do Estado, além do apoio de movimentos indígena e quilombola.
A mobilização foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Na capital capixaba, os manifestantes estavam vestidos com camisetas vermelhas e contaram ainda com o apoio de um trio elétrico.
“A minha vinda na paralisação é para contribuir com as manifestações. Nós lutamos pela categoria, buscando um piso salarial adequado e uma valorização como profissional. Queremos também uma segurança melhor nas escolas e melhores condições de trabalho”, disse a professora Bárbara Veenings, que foi além:
“Uma vez que a gente vê nossa profissão sendo mais desvalorizada a cada dia, precisamos nos mexer. Mas eu ainda tenho esperança de que a educação tem salvação. Por isso estou aqui, para lutar a favor da educação e combater a violência nas escolas”, ressaltou.
As principais reivindicações dos manifestantes foram:
- Aplicação do Piso do Magistério na Carreira;
- Revogação imediata do Novo Ensino Médio (NEM);
- Valorização do/as Funcionários da Educação;
- Enfrentamento à violência e proteção à vida da comunidade escolar;
“Vamos aproveitar essa ação e fazer uma caminhada até a Assembleia Legislativa do Espírito Santo (ALES) para conversar com os deputados e pedir pelos nossos direitos”, destacou o dirigente sindical do Sindiupes, João Paulo Cardoso.
O evento que iniciou na Praça do Papa contou com atividades culturais e shows. Os organizadores disseram que a manifestação reúna cerca de 20 mil pessoas.
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