Amigos do músico Guilherme Rocha, de 37 anos, morto por um policial militar na madrugada desta segunda-feira (17), em Jardim Camburi, em Vitória, não se conformam com a brutalidade usada contra o rapaz e esperam por justiça. O também músico, Bruno Parmejani, de 43 anos, é amigo de infância da vítima e disse que Guilherme era extremamente alegre.
“Conheço Guilherme desde a infância. Vi ele crescer como pessoa e como músico, só que eu sou um pouco mais velho que ele. Sempre foi um cara alegre demais. A festa sem o Guilherme era realmente diferente. Conheço os pais dele também. Era um cara fantástico. Estava morando com a esposa, formando sua família. E agora, o cara veio ceifar a vida dele nessa covardia sem tamanho. Nem sei o que dizer”, declarou Bruno.
O crime
A confusão começou quando um policial militar estava bebendo com amigos e ouvindo música em uma área comum do condomínio onde Guilherme morava. O músico teria ido até o policial para pedir que abaixassem o som, que estaria muito alto.
Foi então que o militar sacou sua arma e atirou contra o vizinho, que morreu no local. O crime aconteceu por volta das 3h da manhã.
A Polícia Militar (PM) foi acionada e, chegando ao local, encontrou o policial com a arma em punho e Guilherme caído no chão. O militar contou que atirou contra a vítima porque a mesma teria tentado tirar sua arma, versão que foi desmentida por moradores que presenciaram o crime.
O tiro atingiu o ombro esquerdo de Guilherme e atravessou o peito. Um carro que estava perto também foi atingido pelo disparo.
No boletim da Polícia Militar consta que o copo do policial estava com bebida alcoólica e ele apresentava “odor etílico ao falar”.
De acordo com moradores do condomínio, o PM e a vítima já possuíam cinco ocorrências registradas por conta de desentendimentos.
Além de percussionista, Guilherme era empresário e bacharel em Direito.
Receba as principais notícias do dia no seu WhatsApp! Basta clicar aqui.







