O novo julgamento de Georgeval Alves Gonçalves, de 40 anos, acusado de matar, estuprar e torturar o filho Kauã Sales Butkovsky, de 6 anos, e o enteado Joaquim Alves Sales, de 3 anos, foi confirmado para começar na próxima terça-feira (18), no Fórum de Linhares, no Norte do Estado.
O júri estava marcado para ser iniciado no dia 3 de abril, mas os advogados de Georgeval abandonaram a sessão, alegando que o Judiciário de Linhares não tinha condições de garantir a segurança dele, da equipe de defesa e do réu. Dessa maneira, teve que ser adiado.
O juiz Tiago Fávaro Camata, da 1ª Vara Criminal de Linhares, que acompanha o caso, definiu que cada um dos quatro advogados de Georgeval deveriam pagar uma multa de 50 salários mínimos pela atitude. Ao todo, o valor da multa soma mais de R$ 260 mil.
Tiago Camata determinou também que o advogado Deo Moraes retorne para defender o réu como advogado dativo, pago pelo Estado, por entender que a posição da defesa de Georgeval foi a de abandono de causa.
O crime
O crime teria acontecido no dia 21 de abril de 2018, por volta das 2h, na casa onde moravam o réu e as vítimas, filho e enteado do denunciado, no centro de Linhares.
Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPES), no dia e local mencionados, o denunciado teria estuprado e torturado as vítimas, colocando-as desacordadas na cama localizada no quarto das crianças. Em seguida ele ateou fogo no local, causando as mortes das vítimas por carbonização.
A justiça decidiu que o ex-pastor Georgeval seria submetido a júri popular.
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