Após os advogados de defesa abandonarem o plenário, o Júri Popular de Georgeval Alves Gonçalves teve que ser adiado. Um novo Júri Popular foi marcado para o dia 18 de abril, às 9 horas, no Fórum Criminal de Linhares. Nele, o ex-pastor será julgado pelo espancamento, estupro e morte do filho Joaquim Alves, de 3 anos, e do enteado Kauã Sales Butkovsky, de 6 anos.
O juiz Tiago Fávaro Camata, da 1ª Vara Criminal de Linhares, definiu também que cada um dos quatro advogados de Georgeval deverão pagar uma multa de 50 salários mínimos pela atitude. Ao todo, o valor da multa soma mais de R$ 260 mil.
Medida procrastinatória
O juiz entendeu que o time de defesa do ex-pastor tomou uma “medida procrastinatória”, com o intuito de atrasar o julgamento de Georgeval. Os advogados vão recorrer da decisão sobre a multa. Já o réu continuará preso, conforme decisão do magistrado.
O advogado Pedro Ramos, líder da defesa de Georgeval, abandonou o Júri Popular no início da sessão, alegando que o Judiciário de Linhares não tinha condições de garantir a segurança dele, da equipe de defesa e de Georgeval. Com o anúncio, o julgamento foi adiado.
Tiago Camata determinou também que o advogado Deo Moraes retorne para defender o réu como advogado dativo, pago pelo Estado, por entender que a posição da defesa de Georgeval foi a de abandono de causa. Caso prefira, Georgeval tem o prazo de cinco dias para nomear um outro advogado.
Após o adiamento da sessão de julgamento e aplicação de multa, os quatro advogados de Georgeval Alves afirmaram que vão continuar atuando na defesa do réu. De acordo com o Ministério Público, eles são autorizados a continuar na defesa do caso, mesmo com a nomeação de novos advogados.
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