Os três policiais militares flagrados em um vídeo atirando e matando um suspeito, menor de idade, já rendido, na manhã desta quarta-feira (01), em Pedro Canário, no Norte do Estado, foram presos. Os policiais, um cabo e dois soldados, foram conduzidos ao 13º Batalhão da PM, em São Mateus, onde prestam esclarecimentos sobre os fatos.
O comandante geral da Polícia Militar, coronel Douglas Caus, conversou com a imprensa durante a noite para pontuar questões sobre o caso.
“Todos os fatos serão apurados. Os policiais envolvidos estão prestando depoimento, o vídeo que foi divulgado será analisado em sua íntegra e todo o trabalho está sendo acompanhando pela Corregedoria da PM. Os militares envolvidos serão transferidos aqui para o presídio militar, onde deverão chegar de madrugada, e amanhã (02) passarão por uma audiência de custódia onde o Ministério Público e o juiz auditor irão decidir pela transformação do auto de prisão em flagrante em prisão preventiva ou se será tomada outra medida. Faremos uma apuração rigorosa dos fatos para delimitar a autoria e as faltas cometidas pelos policiais”, afirmou o comandante geral.
Ainda segundo o coronel Douglas Cau, toda a ação começou com a denúncia de que um grupo criminoso estaria intimidando a população local com a prática de tráfico de drogas. Duas viaturas e cinco policiais foram ao local, onde houve troca de tiros. Um dos criminosos conseguiu fugir, um segundo foi preso portando um simulacro de arma de fogo e um terceiro, foi detido com uma arma de verdade, após pular o muro de uma casa. É a partir daqui deste momento que o vídeo que circula pelas redes sociais começa a mostrar o que teria acontecido em seguida.
Pelas imagens, o coronel acredita que o rapaz não estava algemado. De toda forma, o vídeo mostra o menino, um adolescente de 17 anos, sentado no chão com as mãos para trás. Em seguida, um militar manda ele levantar, conversa algo, empurra o jovem em direção a um muro e atira à queima roupa.
O adolescente de 17 baleado pelo PM chegou a ser levado para o Hospital Menino Jesus, onde já chegou morto. O corpo foi encaminhado para o Serviço Médico Legal de Linhares







