A novela das BRs 101 e 262: transportadores dão soluções enquanto a duplicação não vem

As condições das duas principais rodovias federais que cortam o Espírito Santo, as BRs 101 e 262, são um assunto que não saem da pauta quando o tema é infraestrutura rodoviária. Demanda reprimida, pista simples, traçado sinuoso, falta de pontos de ultrapassagem, de repouso e de obras de arte fazem parte do “pacote de melhorias” que os usuários, sobretudo os transportadores, solicitam. A situação da 101 parecia vencida com a concessão à Eco 101. Mas ano passado, a concessionária desistiu. Já a situação da 262 se entende há tempos. O último leilão de concessão, anunciado para fevereiro do ano passado, foi suspenso por decisão da ANTT, sem nova data para ser realizado, e ele já havia sido adiado três vezes.

Continua após a publicidade

O governo do Estado entrou em cena em fevereiro e deu um novo primeiro passo na direção da privatização de partes das rodovias que cortam o Espírito Santo. Um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental de partes das BRs 101, 262 e 259, englobando alcance no Espírito Santo, Bahia e Minas Gerais, foi anunciada por Renato Casagrande e ele servirá como base para definir o novo responsável pela concessão das vias, que somam 947,6 quilômetros.

No segmento do transporte rodoviário de cargas e logística, o sentimento é de urgência, já que mais de 80% das operações do segmento do transporte rodoviário de cargas e logística que passam pelo Espírito Santo usam ou a BR 101 ou a BR 262. Transportadores que usam as viam diariamente garante que a concessão é, sim, um dos caminhos para garantir mais segurança, fluidez e produtividade. Mas não são os únicos!

Continua após a publicidade

“A concessão é uma forma de solucionar os gargalos, mas não é a única. No Nordeste, por exemplo, não houve concessão, mas foi feita a duplicação. Ou seja, outro caminho seria o governo assumir”, alega o diretor da De Marchi Transportes, Fernando De Marchi.

A empresa está sediada em Aracruz, Região Norte do Estado, e mais de 99% de suas viagens saem pela BR 101.

Às margens da BR 262, em Marechal Floriano, está sediada a Transportora De Sá. Gestor e presidente, Ronaldo Salles de Sá conhece os desafios impostos a quem trafega por ela. Segundo ele, não há outra solução que não seja a privatização, embora ela cause impactos a curto prazo nos cursos das transportadoras.

“A estrada melhora, os motoristas ganham tempo nas viagens, o consumo do combustível reduz, mas estas são melhoras progressivas e que levam anos, já o pedágio é imediato”.

Com ou sem impacto, é fato que os transportadores precisam vislumbrar luz no final do túnel. Ronaldo tem uma sugestão. “Existem vários trechos de subida (aclives) que possibilitam a criação de uma terceira faixa com baixo investimento, utilizando os acostamentos e criando áreas de escape a cada quilômetro”.

Ele sugere, ainda, trocar os semáforos das cidades localizadas ao longo da pista por viadutos e rotatórias, defendendo esta como uma ação que coordena o tráfego de forma mais justa, atendendo aos que trafegam pela rodovia e também aos que precisam entrar e sair das cidades que estão à margem da 262.

 

Continua após a publicidade
Redação
Redação
Equipe de jornalismo

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Vitória, ES
Temp. Agora
22ºC
Máxima
28ºC
Mínima
23ºC
HOJE
03/04 - Sex
Amanhecer
05:48 am
Anoitecer
05:39 pm
Chuva
0mm
Velocidade do Vento
1.03 km/h

Média
26ºC
Máxima
29ºC
Mínima
23ºC
AMANHÃ
04/04 - Sáb
Amanhecer
05:48 am
Anoitecer
05:39 pm
Chuva
0.3mm
Velocidade do Vento
8.28 km/h

Espelho, Espelho Meu… Do viral ao clínico: o que os memes...

Thiago Luciani

Leia também