Quatro novos medicamentos foram aprovados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), nesta segunda-feira (6), para serem incorporados ao rol de procedimentos cobertos por planos de saúde do Brasil. Entre esses medicamentos está o remédio mais caro do mundo, o onasemnogeno abeparvoveque, que custa cerca de 6,4 milhões de reais no mercado privado.
Esse medicamento é conhecido por ser o indicado para o tratamento de crianças com atrofia muscular espinhal (AME) do tipo 1, para bebês com até 6 meses que estejam fora da ventilação invasiva por mais de 16 horas ao dia. O onasemnogeno abeparvoveque passou a ser fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro de 2022, após uma análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao Sistema Único de Saúde (Conitec) e consulta pública, onde mais de mil participantes ajudaram na decisão.
Doença rara com remédio caro
A atrofia muscular espinhal (AME) é uma doença genética rara e que afeta o neurônio motor espinhal. De acordo com os registros, o tipo 1 é o mais comum e está presente em 60% dos casos registrados.
Os sintomas da AME aparecem antes dos 6 meses de vida da criança e ela pode perder a capacidade de se movimentar se não tiver um tratamento adequado.
Confira os outros medicamentos que entram nessa cobertura:
- Dupilumabe: é indicado para o tratamento de pacientes acima de 12 anos com dermatite atópica moderada a grave cuja doença não é adequadamente controlada com tratamentos tópicos ou quando estes tratamentos não são aconselhados.;
- Zanubrutinibe, indicado no tratamento de pacientes adultos com linfoma de células do manto (LCM) que receberam pelo menos uma terapia anterior;
- Romosozumabe, indicado para o tratamento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa com alto risco de fratura, definido como histórico de fratura osteoporótica ou múltiplos fatores de risco para fratura; ou pacientes que falharam ou são intolerantes a outra terapia de osteoporose disponível.







