A cada uma hora, ao menos três pessoas sofrem amputação de membros inferiores no Brasil. Pensando na melhoria destas pessoas, que tiveram que passar por esta etapa, pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo estão desenvolvendo uma prótese capaz de realizar movimentos e que promete ajudar os pacientes em suas atividades diárias.
O dispositivo estudado promete contribuir com quem passou por amputação transfemoral em atividades de rotina, como caminhar, subir e descer escadas, melhorando a vida do usuário. A iniciativa é coordenada pelo professor Rafhael Andrade, do Departamento de Engenharia Mecânica da Ufes, que coordena o LabGuará, laboratório com pesquisas na área de robótica e biomecânica.
O professor explicou que a prótese desenvolvida possui um diferencial: a capacidade de prover energia, por meio de dois motores de 200 watts de potência, acoplados no joelho e no pé do equipamento.
“As próteses passivas não entregam nenhuma energia e limitam a capacidade de marcha do usuário, já as próteses ativas conseguem prover e dissipar essa energia, de forma bem semelhante ao funcionamento do nosso corpo. Ao se levantar de uma cadeira, por exemplo, você faz uma contração muscular, e a prótese ativa é capaz de realizar esse procedimento”, explica.
Período de testagem
Os testes que os pesquisadores estão fazendo em laboratórios já estão avançados, com um nível de maturidade tecnológica próximo a 6 (protótipo constituído funcional, sendo demonstrado em ambiente operacional). Nesta fase, as experiências ocorrem em ambiente controlado, em pessoas que não sofreram amputações, com a ajuda de um adaptador.
Para chegar a ser um produto disponível no mercado, precisaria chegar ao índice 9, passando por testes em outros ambientes que simulam a realidade do uso.
“Já temos o joelho robótico em funcionamento, realizando o movimento de flexão e extensão. Na parte do pé, estamos nos preparando para passar para o modelo ativo, através do qual será possível realizar o movimento de dorsiflexão e flexão plantar”, indica Andrade.
Após essa fase, a próxima etapa será a de testes em usuários amputados, que será desenvolvida em parceria com o Centro de Reabilitação Física do Espírito Santo (Crefes).
Valores
O material pode chegar a custar U$ 100 mil (R$ 532 mil) por peça, contando também com a parte de produção.
Com supervisão de Leonardo Sales.
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