Segundo uma pesquisa publicada na edição de fevereiro da revista Geral Psychiatry, ter relacionamentos ruins, sejam eles românticos, com amigos, colegas de trabalho ou parentes, é tão prejudicial à saúde quanto ter um estilo de vida nada saudável, como ser fumante ou obeso.
Pesquisadores de uma universidade australiana descobriram que mulheres de meia-idade que não conseguem ter conexões satisfatórias com outras pessoas correm risco de desenvolver condições crônicas de saúde mais tarde.
Na pesquisa, os cientistas acompanharam ao longo de 20 anos a evolução da saúde de mais de 7.600 mulheres australianas saudáveis que tinham idades entre 45 e 50 anos. No início da pesquisa, nenhuma delas era diagnosticada com depressão, ansiedade, diabetes, doenças cardíacas, pressão alta, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), asma, artrite, derrame, osteoporose ou algum tipo de câncer.
A cada três anos durante as 2 décadas de acompanhamento, as participantes respondiam o quão satisfeitas estavam nos relacionamentos com as pessoas ao redor e, enquanto isso, os pesquisadores rastreavam e registravam o surgimento das doenças.
De acordo com a pesquisa, aproximadamente seis em cada dez mulheres (58%) desenvolveram uma ou mais de uma das condições. O risco foi duas vezes maior entre as que relatavam menor nível de satisfação em comparação com as mais satisfeitas.
Fatores de risco como posição socioeconômica, estilo de vida e menopausa foram responsáveis por menos de um quinto das chances de desenvolvimento dessas condições, de acordo com os pesquisadores.
Os resultados dessa pesquisa mostram que todos os tipos de relacionamento são igualmente importantes para a saúde das mulheres na velhice e a qualidade deles deve ser tratada como fator de risco.
Os pesquisadores da Universidade de Queensland acreditam que os resultados e descobertas da pesquisa têm implicações significativas para o gerenciamento e intervenção de doenças não só a nível individual, mas também a nível global.
“Essas implicações podem ajudar a aconselhar as mulheres sobre os benefícios de iniciar ou manter relações sociais diversificadas e de alta qualidade durante a meia-idade e o início da velhice”, escreveram os autores do estudo em um comunicado.
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