Finalmente a história pode chegar ao fim. O júri popular que vai definir o destino do pastor Georgeval Alves foi marcado para 13 de março de 2023, às 9h, no Fórum de Linhares, no Norte do Espírito Santo. Georgeval é acusado de estuprar e matar o próprio filho Joaquim Alves Sales, de 3 anos, e o enteado Kauã Sales Burkovsky, de 6 anos em 2018.
Só agora, quase cinco anos após o crime, o júri popular foi marcado. De acordo com a nota divulgada à imprensa, os advogados de acusação Síderson Vitorino e Lharyssa Almeida afirmaram que existe fundamento para que seja feito pedido de prisão para mais de 100 anos.
“Conhecemos o processo a fundo em cada uma das suas páginas, e estamos preparados para requerer mais de 100 anos de prisão para Georgeval Alves, pelos crimes que cometeu”.
Relembre o caso
Os irmãos Joaquim Alves, de 3 anos, e Kauã Salles Butkovsky, de 6 anos, foram assassinados no dia 21 de abril de 2018 na residência onde moravam, no Centro de Linhares.
O pastor Georgeval Alves Gonçalves, 36 anos, pai de Joaquim e padrasto de Kauã foi preso no dia 28 de abril de 2018 após a Justiça expedir um mandado de prisão provisória, válido por 30 dias. O mandado de prisão provisória foi expedido sete dias após o crime.
Investigações
Segundo a Polícia Civil, as crianças sofreram abuso sexual e estavam vivos, desacordados em uma cama, antes de morrerem após um incêndio criminoso atingir a casa. Na casa, com os meninos, estava Georgeval Alves Gonçalves, acusado do crime.
Georgeval foi detido durante as investigações. Em maio de 2019, por decisão do juiz André Bijos Dadalto, da Primeira Vara Criminal de Linhares, ele foi pronunciado (decisão que o encaminhou para o Tribunal do Júri) por homicídio duplamente qualificado, estupro de vulneráveis e tortura.
Após essa decisão, recursos foram apresentados pelos advogados de defesa e analisados pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo.
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