Fevereiro Roxo: tratamento continuado possibilita vida normal a pessoas com lúpus

O Lúpus eritematoso sistêmico (LES), mais conhecido somente como Lúpus, acontece quando o organismo passa a produzir anticorpos contra si mesmo, afetando diferentes órgãos. Isso quer dizer que esta é uma doença autoimune e crônica. Mas, embora não haja cura, o tratamento continuado permite que as pessoas tenham uma vida saudável e com qualidade.  

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A campanha Fevereiro Roxo tem o objetivo de conscientizar a população para que a doença, junto com o Alzheimer e a fibromialgia, seja conhecida e identificada na fase inicial. Por isso, a reumatologista da Unimed Vitória Lívia Câmara Oliveira aponta que os sintomas mais frequentes e que devem ser observados são dores musculares, anemia, manchas na pele, febre, aftas de repetição, líquido no pulmão ou coração e inflamação nos rins.  

O alerta é feito especialmente para as mulheres, que são as mais afetadas pelo lúpus. A doença também é mais incidente em pessoas entre 20 e 40 anos. O risco é maior para quem possui outros diagnósticos de lúpus na família.  

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Segundo Lívia, a manifestação do lúpus acontece pela combinação de fatores genéticos, hormonais, infecciosos e ambientais. A etnia também influencia na incidência de casos.

“Mulheres afrodescendentes, hispânicas e asiáticas têm mais chances de desenvolver lúpus durante da vida”, diz a médica.   

Existem quatro tipos da doença: 

  • Neonatal – Ocorre quando a mãe já tem o problema e os anticorpos da gestante afetam o bebê ainda no útero. Após o nascimento, a criança pode apresentar erupção cutânea e deficiências no fígado, além de um menor número de células sanguíneas. Se os sintomas não persistirem, a doença não se desenvolve;   
  • Cutâneo – Se restringe à pele, com marcas vermelhas. Essas marcas se transformam em lesões e, quando expostas ao sol, o quadro piora;  
  • Sistêmico – Pode ser grave ou leve e afeta vários órgãos, como rins e pulmões;  
  • Lúpus induzido por medicamentos – Ocorre quando a doença se origina a partir do uso de alguns remédios para o tratamento de outras enfermidades, que causam uma inflamação no organismo. Os sintomas são os mesmos do lúpus sistêmico. Eles desaparecem após a interrupção do uso dos medicamentos.  

Diagnóstico e tratamento   

Lívia explica que o diagnóstico é feito baseado nos sinais e sintomas apresentados pelo paciente, associado a exames de sangue e urina complementares (de sangue e urina) e, às vezes, até biópsias.

“É importante lembrar que somente o exame FAN (Fator Antinuclear), isto é, uma coleta de sangue solicitada para pessoas com suspeitas de doenças autoimunes, não é suficiente para diagnosticar lúpus. É necessário avaliar em conjunto as manifestações clínicas”, ressalta a reumatologista.  

A médica afirma que todos os pacientes devem fazer o uso da Hidroxicloroquina para tratar e evitar novos episódios de ativação da doença. Mas outros medicamentos podem ser associados, dependendo das manifestações apresentadas.  

Além disso, usar protetor solar, com reaplicações ao longo do dia, é fundamental para fazer um bom controle.

“No geral, a maioria dos pacientes leva uma vida normal quando faz o tratamento indicado de forma correta”.  

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