Este sábado, 4 de fevereiro, marca o Dia Mundial de Combate ao Câncer, criado para promover a disseminação de informações sobre a doença, reduzir sua incidência e, principalmente, sua mortalidade. Em 2022, dados divulgados mostraram que há cerca de 18 milhões de casos todos os anos.
Além de evidenciar que a doença precisa de atenção, a data também contribui para mostrar a evolução do tratamento de câncer ao longo dos anos.
A evolução
Para Carlos Gil, diretor médico e Presidente do Instituto Oncoclínicas, apesar dessa progressão nos índices globais de câncer, o tratamento de diferentes tipos de tumores, com a chegada de drogas inovadoras e condutas direcionadas para as especificidades de cada caso, não só têm mostrado melhora nas chances de sobrevivência, mas também impactado de forma positiva os pacientes em todas as etapas da jornada de cuidado.
“A ciência tem evoluído a passos largos, sinalizando um presente e futuro com boas perspectivas. Alternativas de terapias cada vez mais personalizadas e individualizadas trazem benefícios efetivos à qualidade de vida do paciente, com aumento nos índices de cura”, aponta.
Após anos em combate ao câncer, surgiram novidades que transformam este meio.
“Temos novidades que têm se mostrado bem sucedidas nos meio médico e científico, como a imunoterapia e o tratamento com anticorpos monoclonais”, completa.
A imunoterapia também contribuiu para que a jornalista Glória Maria, falecida na última quinta-feira, vencesse o câncer em 2019. O especialista Carlos Gil enfatiza que há desafios no tocante às aprovações necessárias para adoção dos testes moleculares e chegada de novas medicações, como também na garantia do acesso igualitário à toda sociedade.
Imunoterapia
O principal tratamento que foi revolucionário e necessário para o avanço dos procedimentos foi a imunoterapia. Este tipo de tratamento biológico tem como objetivo potencializar o sistema imunológico do paciente para combater a doença.
“A prática terapêutica vem apresentando resultados muito significativos para diversos tumores, especialmente mama, pulmão, colo de útero, endométrio, melanoma e cânceres de cabeça e pescoço”, diz o oncologista Carlos.
Panorama do Câncer
Entre os tipos de tumor mais comuns no Brasil, o câncer de pele do tipo não melanoma continua na liderança. No recorte por gênero, a neoplasia de mama entre as mulheres e a de próstata nos homens permanecem como pontos de atenção, figurando no topo da lista quando observada essa divisão da população.
Além disso, outros tipos de câncer com alta incidência, como o de pulmão e intestino, ambos podem estar ligados a hábitos de vida pouco saudáveis, como dieta rica em gordura e tabagismo, apresentam elevadas taxas. Nas pesquisas deste ano, o estudo levou em conta mais de 21 tipos de cânceres, considerando, pela primeira vez, também os tumores de pâncreas e fígado.
Apesar do cenário exigir atenção da população e dos órgãos de saúde, o especialista reforça que o acompanhamento médico periódico e realização de exames de rotina para detecção precoce do câncer, aliados às novas frentes avançadas de tratamento da doença, são a chave para que os índices de incidência não levem ao também aumento das taxas de letalidade.
“Precisamos estimular a conscientização da população em geral sobre a detecção precoce de tumores. Quanto mais cedo descoberta a doença, melhor o prognóstico, com resultados positivos às terapias e maiores chances de cura”, finaliza Carlos Gil Ferreira.
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