O terceiro alvo da Operação Ulysses, que investiga o financiamento e a organização dos atos terroristas na Praça dos Três Poderes, em Brasília, foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (19). Carlos Victor Carvalho, 34 anos, foi encontrado em uma pousada em Guaçuí, no Espírito Santo.
Carlos Victor, que era assessor do deputado estadual do Rio de Janeiro, Filippe Poubel (PL), é apontado como um dos financiadores dos ônibus que levaram os manifestantes até Brasília.
O ato golpista de 8 de janeiro resultou na depredação do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).
No dia seguinte a invasão dos prédios dos Poderes, Carvalho repudiou a ação criminosa da minoria dos manifestantes. ”Há 8 anos organizo atos a favor da direita e nunca depredei patrimônio público ou privado, pois repudio totalmente esses atos de vandalismo. O que aconteceu em Brasília deve ser condenado por todos que querem um Brasil livre e democrático. Não devemos nos igualar à esquerda!”
Investigações
O primeiro alvo da Operação Ulysses foi o subtenente Roberto Henrique de Souza Júnior, 52. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), corporação na qual atuava, informou que ele está preso no Grupamento Especial Prisional (GEP), no bairro carioca de São Cristóvão, à disposição da Justiça.
A PF também deteve Elizângela Cunha Pimentel Braga, 48, que se entregou à Delegacia da Polícia Federal, em Campos dos Goytacazes (RJ). Contra ela, havia um mandado de prisão expedido pela Justiça Federal no Rio de Janeiro.
Eles são investigados por terem supostamente liderado bloqueios em rodovias e financiamento de manifestações em Brasília.







