Rei Pelé: o que acontece quando remédios não fazem mais efeitos?

Em meio a Copa do Mundo, uma notícia deixou os brasileiros em alerta: Pelé, na luta contra o câncer, não responde mais a quimioterapia e está em cuidados paliativos. A informação gerou uma onda de manifestações nas redes sociais e fez muita gente se perguntar se o Brasil for campeão do mundo, o Rei do futebol estará vivo para ver a conquista do hexa?

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Não há uma resposta assertiva para essa pergunta. De acordo com o médico Mayke Armani, especialista em Cuidados Paliativos, pacientes de doenças ameaçadoras à vida, como câncer, alzheimer e até doenças infecciosas crônicas, devem ter os cuidados paliativos como parte de todo o tratamento, e não apenas quando o tratamento curativo deixa de ser possível.

“Cuidados paliativos se inicia desde o diagnóstico e existe para qualquer doença que possa ameaçar a vida do paciente e comprometer a qualidade de vida dele. Começa junto ao tratamento e não depois. Cuidados paliativos servem para trazer conforto ao paciente e ajudá-lo a se preparar para momentos não planejados e de possível sofrimento. Discutimos tudo que o paciente entende ser de importância para ele, inclusive o tempo de vida”, explica o médico.

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Mas o que ainda pode ser feito quando os remédios não fazem mais efeito?

“Cuidados paliativos vão ajudar a cuidar de tudo que a doença possa provocar. O oncologista entra com o tratamento para a doença, cuidados paliativos entra em paralelo para cuidar das outras coisas que a pessoa pode ter. A doença dele continua progredindo e outras doenças podem aparecer, como uma pneumonia, uma infecção. A dor que ele tinha antes, ele pode continuar tendo, o enjoo, a náusea, a falta de ar, todos esses incômodos que o paciente possa ter, cuidados paliativos entra compensando”, esclarece Armani.

As escolhas do paciente

Com o avanço do tratamento e a proximidade do fim da vida, é comum que o paciente queira realizar alguns desejos. Os pedidos vão de casamentos e viagens à fast food. Nessa hora, a vontade do paciente pode ser considerada como um ponto tão importante quanto o tratamento convencional.

“O que é de valor para o paciente? O que faz sentido para ele? Muitas vezes para a equipe médica o que faz sentido é a quimioterapia, mas quando você começa a botar na ponta do lápis, os reais problemas começam a aparecer. Se fizer quimio não vai poder viajar e corre risco de vida, vai ter que ficar mais tempo no hospital, entre outros”, explica os prós e contras.

“Você senta e pergunta ‘o que você quer?’ É ele que tem que decidir, com o apoio dos nossos esclarecimentos técnicos. O prazer dele está em sentir que teve a vontade dele respeitada. A gente não faz e não permite coisas que possam pôr em risco a vida do paciente, coisas que podem aumentar o sofrimento dele”, conclui o médico.

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