A Polícia Federal prendeu neste sábado, 17, um policial militar da reserva e mais três suspeitos de “associação criminosa” para organizar atos golpistas em Rondônia após vitória presidencial de Lula (PT).
Em nota, a Polícia Federal e o Ministério Público informaram que miram uma organização criminosa em Colorado Oeste e que foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão. Foi suspenso o direito ao porte e posse de arma de todos os investigados.
“Alguns dos envolvidos que possuíam licença de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) tiveram sua autorização suspensa e o respectivo armamento e munições foram recolhidos”, diz a PF.
Ainda de acordo com a nota, empresários e produtores rurais entraram na mira por “coagirem cidadãos a aderirem aos protestos”, segundo a PF. Os 50 policiais que participaram da operação de hoje apreenderam:
. 9 armas
. 6 aparelhos telefônicos
. 300 munições de diferentes calibres
O material arrecadado será analisado para identificar outros envolvidos, sobretudo, possíveis financiadores do grupo criminoso.
A Operação Eleutéria começou após depoimento de comerciantes, caminhoneiros e autônomos “que foram constrangidos pelos líderes da manifestação realizada na cidade por pessoas inconformadas com o resultado da eleição”, diz a PF.
Enquanto algumas “pessoas foram obrigadas a fechar o comércio como forma de apoio à manifestação”, outras “não puderam abastecer seus veículos livremente” porque o “grupo impediu a passagem de caminhões tanques na cidade” e limitou “a quantidade de combustível por pessoa”.
Outros abusos:
Coação a servidor que foi à manifestação averiguar irregularidades
A população local foi cerceada do acesso a bens de consumo essenciais
Estudantes tiveram prejudicado o seu acesso às escolas
Os crimes podem resultar em até 16 anos de reclusão:
Associação criminosa
Constrangimento ilegal
Coação no curso do processo
Crimes contra a relação de consumo e contra a atuação do MP
O nome da operação Eleutéria se refere à deusa grega da Liberdade, em alusão “ao clamor popular de comerciantes, motoristas, empresários e cidadãos do município que vieram até as autoridades suplicar pela garantia da sua liberdade”, conclui a PF.







