Câncer de pele: líder em incidência no Brasil, doença pode ser evitada com uso de protetor solar

A proximidade do verão traz o reforço a um alerta que vale para o ano todo: a exposição prolongada ao sol sem proteção adequada. Além de causar o envelhecimento precoce, o contato direto com raios nocivos aumentam em até dez vezes o risco de câncer de pele, o mais incidente entre os brasileiros.

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De acordo com Sheila Ferreira, oncologista, esse índice está diretamente relacionado a fatores intimamente ligados à localização geográfica do país, cuja origem tropical leva à alta incidência solar durante todo o ano.

“Em linhas gerais, a principal causa evitável do câncer de pele é a constante exposição à radiação ultravioleta (UV) sem uso de proteção adequada. Por isso, é preciso estar atento aos efeitos do Sol para a nossa saúde. Os melanócitos e queratinócitos (células da pele) são os principais envolvidos no processo de fotoproteção e quando expostos à radiação solar podem aumentar em número e tamanho”, diz.

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O surgimento da doença ocorre quando há um crescimento anormal e excessivo dessas células que compõem a pele.

“Resumidamente há dois tipos de classificação para os tumores cutâneos: melanoma, mais raro e que surge em forma de pintas ou sinais, e não-melanoma, responsável por 95% dos tumores cutâneos identificados entre os brasileiros e que se caracteriza comumente pelo surgimento de feridas ou manchas avermelhadas que coçam, descamam e podem sangrar”, explica Sheila.

Sintomas

A médica ressalta que os principais sinais e sintomas de câncer não-melanoma são a presença de lesões cutâneas com crescimento rápido, ulcerações que não cicatrizam e que podem estar associadas a sangramento, coceira, algumas vezes dor e que geralmente surgem em áreas muito expostas ao Sol como rosto, pescoço e braços.

“Histórico familiar, características da pele – quanto mais clara mais propensa a desenvolver o câncer – e excesso de exposição solar são fatores de risco para a doença. Manchas com crescimento rápido e feridas cutâneas que não cicatrizam, estão entre os sinais que não devem ser ignorados”.

De olho na prevenção

Para pessoas que costumam ficar expostas ao sol, é preciso reforçar o uso do protetor solar diariamente, principalmente no rosto. Se a exposição aos raios solares for maior, como na praia ou piscina, por exemplo, é importante abusar do protetor no corpo todo, usar chapéus e evitar horários em que a incidência solar esteja mais forte.

“Pessoas de pele clara, cabelos claros ou ruivos, com sardas e olhos claros são mais propensas a desenvolver o câncer de pele. A idade é um fator que também deve ser considerado, pois quanto mais tempo de exposição da pele ao Sol, mais envelhecida ela fica, aumentando também a possibilidade de surgimento do câncer não-melanoma. Ainda assim, independente da cor de pele, idade e período do ano, a regra vale para toda a população: use sempre protetor solar, proteja o couro cabeludo com chapéus e use óculos de sol com proteção contra raios UV”, explica Sheila.

Cinco medidas essenciais para derrubar as estatísticas de incidência do câncer de pele: 

1 – Não existe exposição ao sol 100% segura. Use sempre usar protetor solar, mesmo em dias nublados ou na sombra. Os raios ultravioleta, principalmente o UVA, estão presentes com a mesma intensidade, mesmo que não dê para ver o sol. Evite ao máximo se expor aos raios solares, em especial das 10 às 16 horas, sempre use protetor solar e não abra mão de viseiras, chapéus e/ou bonés, bem como roupas e óculos de sol com proteção UV, em momentos de exposição mais intensa aos raios. A regra vale também durante a prática de esportes ao ar livre ou descanso em locais como parques, clubes e praias.

2 – Pessoas com histórico familiar da doença ou que tenham de 50 a 100 pintas no corpo devem ser avaliadas com maior frequência e também têm de redobrar os cuidados com a proteção adequada, usando sempre filtro solar e se expondo ao sol com moderação.

3 –  Independentemente da cor da pele, todas as pessoas devem usar protetor solar para se proteger.  Apesar de o câncer de pele ser menos comum entre pessoas com maior quantidade de melanina presente na pele – o que confere uma fotoproteção natural, aumentando a resistência cutânea a esse tipo de dano causado pelo sol -, isso não as torna imunes ao carcinoma espinocelular, carcinoma basocelular e o melanoma. Por isso, a regra vale para todos os indivíduos: evite ao máximo a exposição desprotegida ao sol ou por fontes artificiais.

4 – É preciso atenção com feridas na pele que não cicatrizam e também pintas que coçam, que crescem e que sangram. Quando feito o diagnóstico em estágios iniciais os tratamentos são mais eficientes. Se notar qualquer alteração na pele, busque aconselhamento médico especializado. No caso de pintas ou manchas, vale utilizar a escala do ABCDE para identificar qualquer alerta de perigo:

● A de assimetria entre as metades da mancha

● B de bordas irregulares

● C de cores, que avalia a variação da coloração

● D de diâmetro

● E de evolução (mudança no padrão de cor, crescimento, coceira e sangramento)

5 – Alguns subtipos de câncer de pele melanoma podem surgir em áreas do corpo que muitas vezes não observamos com a devida cautela, como genitais, glúteos, couro cabeludo, palmas das mãos, solas do pé, debaixo das unhas e entre os dedos. Por isso, não deixe de estar também atento a essas regiões do corpo.

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