Em época de chuvas fortes e alagamentos, como vem acontecendo no Espírito Santo, os cuidados devem ser redobrados para evitar o contato com a água suja e a lama por causa do risco de contrair a leptospirose, doença potencialmente grave causada pela bactéria Leptospira sp, presente na urina de pequenos roedores infectados.
Pode-se contrair essa doença infecciosa através da pele com cortes, da pele íntegra em contato por longo período com a água contaminada ou através de mucosas. Outros reservatórios da bactéria são os suínos, bovinos, equinos, ovinos e cães.
O tempo entre a infecção da doença e o momento em que a pessoa pode apresentar sintomas pode ser de até 30 dias, mas o mais comum é entre 7 e 15 dias após o contato com a água contaminada.
Em caso de desastres naturais, como enchentes, o Ministério da Saúde recomenda os seguintes cuidados à população:
- Não nadar, tomar banho ou beber água doce de fonte que possa estar contaminada pela água da inundação ou urina de animais;
- Se possível, cobrir cortes ou arranhões com bandagens à prova d’água;
- Se precisar ficar na água, utilize botas e luvas para reduzir o contato com a água contaminada;
- Tratar a água antes do consumo, fervendo ou utilizando hipoclorito de sódio;
- Prevenir infestação de roedores, realizando acondicionamento adequado do lixo e evitando acúmulo de entulhos.
Principais sintomas
Os principais sintomas envolvem febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas, podendo também ocorrer vômitos, diarreia e tosse.
Nas formas mais graves, geralmente aparece icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos) e há a necessidade de cuidados especiais em caráter de internação hospitalar. O doente também pode apresentar hemorragia, meningite, insuficiência renal, hepática e respiratória, que podem levar à morte.
Tratamento
O tratamento é baseado no uso de medicamentos e outras medidas de suporte, orientado sempre por um médico, de acordo com os sintomas apresentados. Os casos leves podem ser tratados em ambulatório, mas os casos graves precisam de internação hospitalar. A automedicação não é indicada, pois pode agravar a doença.







