Após 3 meses de liberação, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, nesta terça-feira (22), que o uso de máscaras em aviões e aeroportos seja novamente obrigatório no Brasil. A medida começa a valer a partir de sexta-feira (25).
A obrigatoriedade do uso de máscaras tinha sido abolida em 17 de agosto de 2022, quando, por unanimidade, os diretores justificaram que o cenário da pandemia permitiu que o uso compulsório fosse convertido em uma medida de proteção individual recomendada, mas não imposta aos viajantes.
Outras determinações da Anvisa, como a liberação do serviço de bordo em aeronaves e o uso da capacidade máxima para transporte de passageiros não foram modificadas.
O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, explicou que o tema das máscaras em aviões voltou a ser debatido depois que a agência recebeu manifestações de especialistas e entidades como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e o Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass).
Além dos ofícios recebidos, que alertam sobre o aumento do número de casos de Covid-19, as entidades de saúde foram ouvidas essa semana e alertaram para a necessidade de adoção de medidas para frear o aumento dos casos.
Divergência entre diretores
O diretor da Anvisa Daniel Pereira, que assumiu o cargo de diretor na entidade em agosto, foi contra a volta da obrigatoriedade. A decisão causou divergência e outros diretores, como Alex Machado, indicaram o voto contrário. Alex alegou a importância de diminuir o risco de contaminação nesses locais de ventilação restrita e aglomeração de pessoas.
O diretor Rômison Rodrigues Mota justificou ter acompanhado a divergência dizendo que não basta “recomendar” o uso de máscaras, pois a população não adotou de forma ampla o uso da proteção.
Entre outros, a diretora Meiruze Sousa Freitas e o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres também acompanharam a divergência da decisão do diretor da Anvisa Daniel Pereira.







