Os corpos das vítimas do ataque às escolas em Aracruz, no norte do Espírito Santo, foram liberados durante a noite desta sexta-feira (25). O atirador também foi escoltado até o Departamento Médico Legal (DML) por policiais para exame de corpo e delito.
Continua após a publicidade Com a voz embargada e muito emocionado, o marido da professora Maria da Penha, que morreu durante os ataques, Wellington Banhos conta como vai ser a vida daqui para frente sem a esposa. Ele disse que ficou sabendo do ataque, através da filha de sete anos.
“Eu trabalhei até as quatro da manhã. Levantei, levei ela no ponto de ônibus e levei minha filha para a escola. Após isso, minha filha mandou mensagem para mim, fui ao hospital para verificar as situações e fui para a escola. Porém lá, eu queria ver ela, pegar nela, abraçar ela. Mas não consegui”, disse.
Wellington chegou ao DML em Vitória, acompanhado de parentes, para a liberação do corpo da esposa Maria da Penha Pereira de Melo Banhos, de 48 anos. Depois dos procedimentos, o corpo foi liberado e a funerária do município de Aracruz o levou.
Parentes das outras vítimas estiveram no DML durante a noite para também liberarem os corpos. Abalados, não quiseram falar com a imprensa. As outras funerárias também estiveram no local e levaram os corpos para o município de Aracruz.
Familiares da estudante Selena Sagrillo, de apenas 12 anos, foram os primeiros a chegarem no DML. Em seguida, foi a família de Maria da Penha e, logo depois, da professora Cybelle Passos Bezerra Lara de, 45 anos.
Continua após a publicidade Além dos parentes das vítimas, o atirador de 16 anos também esteve no DML, escoltado por policiais, para fazer o exame de corpo de delito. Em seguida, saiu pelos fundos do local.
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