1 de fevereiro de 2026
domingo, 1 de fevereiro de 2026

De deuses a sarcasmo: por que Percy Jackson continua sendo meu “Império Romano”

Por: Uma Filha de Apolo assumida

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Se você é um leitor ávido como eu, sabe que existem livros que a gente lê e livros que a gente habita. Recentemente, me peguei revisitando as páginas de O Ladrão de Raios e, sinceramente? O Rick Riordan não apenas escreveu uma história; ele criou um ecossistema de sentimentos que bate diferente, mesmo quando você já não é mais tão criança assim.

O que me prende de primeira é o Percy. Existe algo de muito magnético na forma como ele narra a história. Ele é o herói que a gente precisava: um adolescente sarcástico, genuinamente perdido e que não tem a menor ideia do que está fazendo metade do tempo. Ver o mundo pelos olhos dele torna tudo mais divertido. Se fosse comigo, eu provavelmente teria tido um colapso nervoso muito maior. Enquanto o Percy ficava naquele estado de “estou em choque, mas beleza, vamos para o acampamento”, eu passaria meses questionando cada detalhe, em negação total.

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Mas ele vai. E é nessa jornada que a gente encontra o que, para mim, é o coração da série: a dinâmica do trio.

Amizade que vira família

Todo leitor de Percy Jackson tem o seu próprio “Grover” e a sua própria “Annabeth”. A construção da relação deles é impecável. Começa com aquela amizade crua, de apoio mútuo e proteção — o famoso “found family” (família escolhida) que a gente tanto ama — para só depois, com o tempo, o romance entre Percy e Annabeth florescer de um jeito orgânico. É uma base sólida, real. Eles são uma família antes de serem qualquer outra coisa.

E por falar em construção, precisamos falar sobre o plot twist do primeiro livro. Mesmo que você tente prever, o Rick Riordan te conduz por um caminho, te faz acreditar em uma teoria e, no final, vira o tabuleiro. Esse mistério, alimentado por segredos e profecias ao longo das páginas, é o que mantém a gente virando as folhas até às três da manhã.

Minha vida no Chalé 7

Como uma boa entusiasta, é claro que eu já fiz o teste oficial. No universo de PJO, eu sou filha de Apolo. Minha casa é o Chalé 7: o lugar da criatividade, das artes e, claro, do sol.

Se eu pudesse escolher, passaria meus verões no Acampamento Meio-Sangue. Existe algo de muito incrível naquela dualidade: um campo de treinamento de elite para semideuses que, ao mesmo tempo, tem toda a “vibe” de um acampamento de férias. Eu me vejo perfeitamente usando aquela blusa laranja icônica, participando das oficinas de artesanato, das competições e, óbvio, do Capture a Bandeira. Meu sonho de princesa? Aprender arqueria com meus irmãos de chalé. Mas só no verão, tá? O ano inteiro seria demais para o meu emocional.

“O Rick Riordan simplesmente não errou. Dos vilões bem caracterizados — que têm motivações reais e não são maus ‘só por serem’ — às descrições visuais de cada cenário, tudo se encaixa.”

Veredito: Intocável

Olhando para trás, eu não mudaria uma vírgula na história. A escrita do Rick é fluida, visual e extremamente imersiva. Ele conseguiu pegar a mitologia grega e trazer para o nosso caos moderno sem parecer forçado.

O Ladrão de Raios é aquele tipo de livro que te faz querer olhar para o lado no ônibus e verificar se aquele senhor lendo o jornal não tem, por acaso, um rabo de cavalo ou um chifre escondido. É uma história linda, bem amarrada e que me faz sentir em casa toda vez que abro a primeira página.

Gostou da resenha? Se você também é do Acampamento Meio-Sangue, adoraria saber: você sobreviveria a uma missão dada pelo Oráculo ou ficaria só nas oficinas de artesanato comigo?

 

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Ana Morelli Nunes
Ana Morelli Nunes
Estudante criativa e leitora assídua.

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