12 de fevereiro de 2026
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Glossário de termos técnicos que todo amante de café deveria saber

Adentrar o universo do café especial pode, em um primeiro momento, parecer como aprender um novo idioma. Cardápios de cafeterias, embalagens de grãos e conversas entre apreciadores são pontuados por termos técnicos que descrevem com precisão origens, processos e sabores. Dominar esse vocabulário básico é a chave para navegar com confiança, fazer escolhas informadas e aprofundar a apreciação da bebida. Este glossário desvenda os termos essenciais que todo amante deveria conhecer.

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Origem e Processamento:

  • Single Origin (Origem Única): Café proveniente de uma única região geográfica específica, fazenda ou mesmo lote dentro de uma propriedade. Visa expressar o caráter único do terroir local.

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  • Blend (Mistura): Combinação de grãos de duas ou mais origens diferentes, criada por um torrador para atingir um perfil de sabor consistente, equilibrado e com complexidade desejada.

  • Processo Natural/Seco: Os grãos de café são secos com a polpa da fruta ainda intacta. Resulta em cafés com corpo acentuado, sabores frutados, adocicados e, por vezes, vinosos.

  • Processo Lavado: A polpa da fruta é removida mecanicamente antes da secagem, e os grãos fermentam em água para limpeza. Produz cafés com acidez mais limpa, brilhante e notas mais definidas.

  • Processo Honey/Meloso: Método intermediário onde parte da polpa (o mucilagem, doce e pegajoso) é mantida durante a secagem. Oferece um equilíbrio entre a doçura e corpo do natural e a acidez limpa do lavado.

Torra e Preparo:

  • Torra Clara (Light Roast): Grão torrado por menos tempo, preservando as características originais da origem. Cor canela, acidez pronunciada, corpo mais leve e notas florais ou frutadas são comuns.

  • Torra Média (Medium Roast): Equilíbrio entre acidez e corpo. Cor marrom médio, com desenvolvimento de sabores mais relacionados à torra (como chocolate e caramelo), sem apagar totalmente as notas de origem.

  • Torra Escura (Dark Roast): Torra longa, onde os óleos do grão migram para a superfície. Cor marrom escuro a quase preta. Sabores amargos, defumados e de torra predominam, com corpo pesado e acidez mínima.

  • Grinder/Moedor: Equipamento para moer os grãos. A consistência da moagem é crítica e moedores de lâmina (facas) são menos precisos que os de disco (burr grinders).

  • Pour Over/Coador: Método de extração por gotejamento manual, onde a água quente é vertida sobre o pó em um filtro de papel ou metal. Valoriza a clareza e a nuance de sabores.

  • Espresso: Método de extração que força água quente sob alta pressão através do café finamente moído. Produz uma bebida concentrada, encorpada, com uma camada de crema (espuma dourada) no topo. Base para drinks como cappuccino e latte.

  • Relação (Ratio): Proporção matemática entre a quantidade de café moído (em gramas) e a quantidade de água (em gramas) utilizada no preparo. Exemplo: uma relação 1:16 significa 1g de café para 16g de água.

Avaliação Sensorial (Análise de Sabor):

  • Corpo: A sensação de peso e textura do café na boca. Pode ser descrito como leve (como chá), médio ou encorpado (como leite integral).

  • Acidez: Não é um sabor azedo ou desagradável, mas uma qualidade sensorial de vivacidade e brilho. Notas ácidas desejáveis podem lembrar frutas cítricas (limão, laranja) ou frutas vermelhas. É o que dá “vida” ao café.

  • Amargor: Sabor fundamental e natural do café, proveniente dos compostos extraídos durante a torra. Deve ser equilibrado, agradável e complementar, nunca dominante e áspero.

  • Doçura: A percepção de açúcares naturais presentes no grão, extraídos corretamente. Pode se manifestar como notas de caramelo, chocolate ao leite, mel ou frutas maduras.

  • Notas de Sabor (Flavor Notes): Descritores utilizados para comunicar os aromas e sabores específicos percebidos na xícara, muitas vezes associados a alimentos ou experiências (ex.: “notas de chocolate amargo, flor de laranjeira e marmelada”).

  • Subextração: Ocorre quando poucos compostos de sabor foram retirados do grão. Resultado: café aguado, azedo excessivo, salgado e sem corpo.

  • Superextração: Ocorre quando muitos compostos, incluindo os amargos indesejáveis, foram retirados. Resultado: café excessivamente amargo, adstringente (que “seca” a boca) e sem nuances.

Compreender esta linguagem transforma a experiência com o café. Deixa de ser uma simples bebida e passa a ser uma degustação consciente, onde cada termo ajuda a decifrar a história, o trabalho e o sabor contidos em cada xícara. É o primeiro passo para se tornar não apenas um consumidor, mas um verdadeiro apreciador.

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Reinaldo Olecio

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