O café consumido diariamente pode beneficiar o bem-estar mental, segundo dois estudos realizados nos Estados Unidos: o Nurses’ Health Study e o Health Professionals Follow-up Study.
A pesquisa, que acompanhou mais de 170 mil pessoas por décadas, procurou identificar a quantidade ideal da bebida para prevenir quadros de demência.
A análise dos dados mostrou que um consumo moderado, de duas a três xícaras de café, pode estar associado a um menor risco de perda das funções cognitivas.
Detalhes da pesquisa
Os pesquisadores identificaram uma relação importante entre o consumo de café e uma probabilidade reduzida de desenvolver demência.
Entre os participantes que bebiam maiores quantidades, foram registrados 141 casos de demência para cada 100 mil pessoas-ano. Esse número subiu para 330 casos no grupo que menos consumia café.
Impacto do café varia entre os sexos
Além das conclusões gerais, o estudo destacou diferenças nos efeitos do café conforme o sexo.
O Nurses’ Health Study, que usou avaliações neuropsicológicas, revelou que mulheres com maior ingestão de café apresentaram pequenas melhorias em testes de memória.
Apesar de nem todos os resultados terem sido estatisticamente significativos, eles indicam uma possível proteção que a bebida pode oferecer à saúde cerebral feminina.
Interpretação e aplicações práticas
Os dados sugerem que incluir café na rotina pode ser uma estratégia de prevenção contra a demência. O estudo propõe que o consumo moderado da bebida pode favorecer a saúde mental, especialmente em fases mais avançadas da vida.
Essas descobertas não substituem práticas saudáveis, como exercícios físicos e alimentação balanceada, mas indicam que o café pode integrar um estilo de vida que retarda o declínio cerebral. É fundamental, no entanto, interpretar os resultados como um elemento dentro de um conjunto mais amplo de ações para preservar a saúde mental.






