O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba um procedimento de estimulação elétrica craniana. A técnica, conhecida como CES, visa melhorar a qualidade do sono e auxiliar no controle de ansiedade, depressão e episódios de soluço.
Em sua decisão, o magistrado permitiu que o médico Ricardo Caiado tenha acesso às dependências do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido popularmente como Papudinha. A entrada está autorizada às segundas, quartas e sextas-feiras, pontualmente às sete da noite.
Moraes também consentiu que o profissional transporte o equipamento necessário para a realização do Estímulo Elétrico Craniano. Isso inclui os clipes auriculares bilaterais exigidos para o tratamento, que deverão ser inspecionados no local.
Conforme argumentos da defesa do ex-mandatário, a terapia busca a “regulação funcional da atividade neurofisiológica central”. O método é aplicado com o uso de clipes auriculares bilaterais enquanto o paciente permanece em repouso consciente, em sessões que duram de cinquenta minutos a uma hora.
Laudo médico com achados neurológicos
Um laudo médico divulgado no início de fevereiro, elaborado pela Polícia Federal, informou que exames realizados no ex-presidente revelaram alterações neurológicas.
O documento da PF explicou que o histórico de queda recente e desequilíbrio ao caminhar levou a perícia a realizar um exame neurológico detalhado. Como resultado, foram identificadas alterações no exame físico, o que levantou hipóteses diagnósticas relacionadas às demais informações coletadas sobre o caso.
Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano leve no começo deste ano após uma queda durante a madrugada, quando bateu a cabeça em um móvel dentro de sua cela. O incidente ocorreu enquanto ele cumpria pena nas instalações da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.







