Lula defende que a melhoria de vida do trabalhador é essencial para o desenvolvimento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da abertura da II Conferência Nacional do Trabalho nesta terça-feira, 3 de março. O evento, que segue até quinta-feira, dia 5, acontece em São Paulo. Durante o encontro, que visa definir diretrizes para promover o trabalho digno no país, o governo federal apresentou a plataforma QualificaBr, um sistema que reúne oportunidades de capacitação profissional disponíveis nacionalmente.

O país não se tornará uma nação desenvolvida se o trabalhador ficar de fora desse processo. Elevar o padrão de vida do empregado é fundamental para o progresso nacional. Um salário melhor para o trabalhador significa mais ganhos para o empregador. Da mesma forma, remunerações baixas acabam prejudicando o contratante. Isso porque o empresário depende de um mercado consumidor para vender seus produtos”, enfatizou o presidente.

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Lula destacou o empenho do governo federal em garantir condições mais favoráveis aos empregados. “Buscamos criar um conjunto de medidas que beneficie tanto empreendedores quanto trabalhadores, em prol do interesse nacional, trazendo mais tranquilidade neste momento conturbado. Assim, os cidadãos podem dedicar mais tempo aos estudos, à família e ao descanso”, afirmou.

Em seu discurso, o presidente também comentou as discussões sobre a redução da jornada de trabalho. “É melhor chegar a um acordo por meio do diálogo do que ser forçado a aceitar uma decisão unilateral e depois recorrer à Justiça do Trabalho. Precisamos abandonar posições radicais e focar no que é viável em uma mesa de negociação”, refletiu.

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Emprego e Qualificação

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou que, nos últimos 36 meses, o país registrou um saldo líquido de 4.516.175 novos postos de trabalho com carteira assinada. “Mais de 80% dessas vagas foram ocupadas por jovens, homens e mulheres com menos de 24 anos”, observou. Marinho também comentou sobre a ferramenta QualificaBR, lançada pelo governo federal nesta terça-feira. A plataforma consolida todos os programas de formação oferecidos pela rede pública. “O acesso foi liberado às 18h30, e o site já recebeu mais de duas mil visitas. Espero que todos se apropriem dela, usem, divulguem e nos ajudem a torná-la acessível a cada trabalhador e trabalhadora do país, a cada jovem que precisa melhorar sua qualificação e se atualizar. Precisamos de uma mão de obra cada vez mais especializada”, declarou.

Economia

Durante a sessão solene, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou os esforços do governo federal para alcançar os avanços econômicos atuais. “Quando assumimos, nossa tarefa era reduzir a inflação. Era preciso também diminuir o desemprego, retomar o crescimento da economia, gerar ocupações, restaurar os patamares mínimos de investimento em saúde e educação, revalorizar o salário mínimo e estabelecer um acordo com o serviço público. A boa notícia é que o presidente Lula cumpriu todas essas metas para o país”, disse. Entre as conquistas estão a menor inflação acumulada em um período de quatro anos na história nacional e a taxa de desemprego mais baixa já registrada na série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Jornada de Trabalho

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, pediu o apoio das entidades sindicais à campanha de enfrentamento ao feminicídio e elogiou a sanção da lei que estabelece equiparação salarial entre gêneros durante a atual gestão. Ela também apoiou o fim do regime de escala 6×1. “A pesquisa que o presidente Lula encomendou ao nosso ministério, realizada pelo Ipea, mostra que é viável, mais do que justo e, além disso, garante dignidade aos trabalhadores e trabalhadoras: acabar com a escala 6×1 sem cortar os salários”, afirmou Tebet.

Referência Mundial

A diretora Regional da Organização Internacional do Trabalho para a América Latina e Caribe, Ana Virgínia Moreira, definiu o Brasil como um modelo ético e político para o mundo do trabalho global. “Expressamos nosso profundo reconhecimento pela atuação do Brasil na copresidência da Coalizão Global pela Justiça Social, na EPIC, a Coalizão Internacional para a Igualdade Salarial, e na Aliança 8.7 para a Erradicação do Trabalho Infantil e do Trabalho Escravo. Uma demonstração prática do vigor dessa articulação é a presença, aqui, de delegações de sete países parceiros: Angola, Cabo Verde, Paraguai, Peru e Uruguai, representados de forma tripartite, além de representantes da Alemanha e da Espanha”, declarou.

Debates

O presidente da Central Única dos Trabalhadores, Sérgio Nobre, destacou a importância do evento para moldar o futuro do trabalho. “Esta segunda Conferência é uma grande oportunidade para discutirmos temas fundamentais para nosso futuro, como a criação de um programa inovador e articulado de capacitação profissional e inserção produtiva, considerando as profundas mudanças em curso no mundo do trabalho. E também para fortalecer o Fundo de Amparo ao Trabalhador e a Previdência Social, cada vez mais estratégicos em uma sociedade com expectativa de vida crescente, que caminha para ter uma população majoritariamente idosa e que precisa de proteção social, serviços e cuidados”, explicou.

Ao longo da II Conferência Nacional do Trabalho, serão discutidos eixos temáticos principais como capacitação profissional, segurança social, inclusão produtiva, fortalecimento da negociação coletiva e a adaptação do país às transformações tecnológicas, digitais, ecológicas e demográficas que estão moldando o futuro do trabalho.

Construção Coletiva

Um amplo processo de participação social foi realizado nas etapas estaduais e distrital entre setembro e dezembro de 2025, com a mobilização das 27 unidades federativas. A colaboração conjunta produziu mais de 386 propostas estaduais, que servirão de base para a etapa nacional.

As etapas estaduais reuniram mais de 2.800 delegados, representantes de empregados, empregadores e governo, em um ambiente democrático e paritário de discussão. As propostas refletem preocupações relacionadas à modernização das relações de trabalho sem redução de garantias, ao combate à precarização, à promoção do trabalho decente e à ampliação de oportunidades diante das mudanças tecnológicas.

Empregos em Janeiro

O país gerou 112.334 novas vagas de trabalho com carteira assinada em janeiro, segundo dados do Novo Caged. Com esse resultado, o total de vínculos formais ativos no país ultrapassou a marca de 48,5 milhões. Os números foram divulgados nesta terça-feira, dia 3.

Considerando os últimos doze meses, de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, o saldo positivo é de 1.228.483 novos empregos formais. Nesse período, o estoque total de vínculos cresceu 2,6%, passando de 47.349.496 para 48.577.979 trabalhadores com carteira assinada.

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