O Centro de Gastronomia Social Tekoá promove a capacitação e a valorização da floresta em pé no estado do Pará.
Esta iniciativa do Governo Estadual do Pará aprimora a formação profissional, a inclusão produtiva e o aproveitamento sustentável dos produtos da sociobiodiversidade amazônica.
“O ponto mais importante é ver o poder público reconhecendo nossa vocação e transformando um traço sempre presente em nossa identidade em uma política pública organizada. A culinária da Amazônia sempre teve seu valor. Só precisávamos organizar esse saber para ampliar seu alcance”, enfatizou.
Frentes de atuação do centro
O Tekoá atuará em duas linhas complementares. A primeira oferece formações livres de curta duração, abertas a todos, com foco em técnicas gastronômicas e no estímulo ao uso cotidiano de ingredientes amazônicos. O objetivo é desenvolver habilidades na cozinha e promover o consumo responsável dos itens da sociobiodiversidade.
Para Jane Costa, moradora da comunidade quilombola de Espírito Santo do Uitá, em Santa Izabel do Pará, o acesso ao treinamento representa uma chance de consolidar os conhecimentos herdados.
“Na minha comunidade, nossa subsistência vem da mandioca, que considero a raiz mais bela do planeta. Usamos todas as suas partes: a folha, o caule e a própria raiz. Convivemos diariamente com a goma, o tucupi, a maniçoba, a farinha fresca saindo do forno. Participar de uma capacitação como esta não é só revisitar nossas práticas, mas ampliar esse saber. É dar mais valor à mandioca, ao tucupi, aos nossos produtos”, destacou.

O Parque de Bioeconomia, integrante do Vale Bioamazônico, é uma ação do Governo do Pará para consolidar um novo modelo de desenvolvimento econômico, baseado na sustentabilidade, na inovação e na inclusão produtiva.
“O Tekoá nasce dentro dessa visão, organizando a gastronomia como política de Estado. O mundo voltou seus olhos para a Amazônia, mas nossa ambição não é só ser observada. Queremos liderar uma nova economia, de baixo carbono, que valorize o saber das comunidades e gere renda sem destruir nossa base de sustento. E isso começa aqui, na capacitação e na inclusão produtiva”, finalizou Camille Bemerguy.







