17 de fevereiro de 2026
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Startup tocantinense cria armadilha para combater o mosquito da dengue

Uma startup do Tocantins desenvolveu um dispositivo para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A WASI Biotech, criada em 2023, produziu uma solução em impressão 3D com material biodegradável que atrai e contamina o inseto usando o fungo Metarhizium anisopliae. Esse agente biológico é inofensivo para pessoas e animais de estimação. Os mosquitos afetados têm sua vida útil encurtada e uma capacidade reduzida de espalhar doenças.

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O projeto foi aprovado na segunda fase do programa Centelha no Tocantins, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado. Atualmente, a tecnologia está em fase de testes para amadurecimento técnico, antes de uma aplicação em larga escala. Walmirton D’Alessandro, cofundador da startup, é doutor em Medicina Tropical e fez pós-doutorado em Assistência e Avaliação em Saúde. Ele conta que a empresa surgiu no meio acadêmico, como desdobramento de pesquisas científicas.

Segundo ele, a solução já passou por etapas iniciais de validação e testes em laboratório, que comprovaram a eficácia dos agentes biológicos no controle do vetor. Além disso, estão em andamento estudos experimentais e testes de campo supervisionados, com monitoramento científico, para avaliar o funcionamento do aparelho em situações reais.

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Vantagens da tecnologia

Walmirton destaca que a grande diferença do produto está no controle biológico do mosquito, que dispensa o uso de inseticidas químicos convencionais. A fabricação em impressão 3D também permite reproduzir a armadilha em diferentes regiões com baixo custo. Outra vantagem é a possibilidade de integrar sensores ao produto para medir temperatura, umidade e pressão, acompanhando as condições que favorecem a proliferação do inseto. Esses dados ajudam a formular estratégias de vigilância sanitária.

O objetivo da empresa é atuar no modelo Business to Government (B2G), estabelecendo parcerias com administrações públicas e secretarias de saúde. O incentivo do Centelha veio na fase inicial, permitindo transformar a ideia em um produto viável. O pesquisador ressalta que o apoio do programa foi essencial, tanto financeiramente quanto na orientação e no fortalecimento do modelo de negócios.

Recomendações para empreendedores

Para outros inovadores que querem tirar suas ideias do papel, Walmirton recomenda dedicação aos estudos, perseverança e a busca por instrumentos de apoio. Ele observa que aprender faz parte do processo e, quando as decisões são baseadas em informação, pesquisa e planejamento, os riscos diminuem consideravelmente. Empreender com um propósito claro, responsabilidade social e embasamento científico é um caminho sólido para gerar impacto real e duradouro.

Sobre o programa Centelha

O Centelha é uma iniciativa conjunta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Confederação Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e da Fundação Certi.

O programa está em sua terceira edição, com vigência até 2027, e prevê chamadas públicas em onze unidades federativas. Nas duas fases anteriores, a iniciativa recebeu mais de 26 mil propostas e fomentou 1.600 empreendimentos. Todos os editais e detalhes sobre o Centelha estão disponíveis no site oficial do programa.

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