- Após o anúncio de Trump sobre uma alíquota de 15%: Veja no mapa quais países serão mais ou menos afetados pela tributação.
- Sob observação: Os Estados Unidos mantêm o Brasil sob investigação, mesmo após a Suprema Corte declarar ilegais as tarifas.
O presidente Lula preferiu não comentar a decisão da Suprema Corte dos EUA, que barrou a imposição de tarifas recíprocas pelo governo de Donald Trump. Em resposta, Trump anunciou tarifas globais de 15%, que, em tese, não afetam a competitividade das exportações brasileiras, já que valem para todas as nações. O mandatário brasileiro afirmou haver indícios de que setores do governo norte-americano não querem diálogo, motivo pelo qual ele insiste em buscar um entendimento direto com Trump.
“Estou convencido de que, com diálogo, a relação entre Brasil e Estados Unidos voltará ao normal. Eles têm interesse, nós temos interesse. Se tributarem algum produto nosso, vai gerar inflação nos Estados Unidos e prejudicar o povo americano. Eles já sabem disso”, declarou. “E também quero dizer ao presidente Trump que não queremos uma nova guerra fria. Não temos preferência por nenhum país. Queremos manter relações equilibradas com todos.”
Combate ao crime organizado
Lula reafirmou a intenção de destacar a união de forças contra o crime organizado durante sua viagem aos EUA. Segundo ele, essa é uma de suas prioridades na política externa, a ponto de levar o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em todas as suas viagens internacionais.
O presidente falou na coletiva que encerrou sua visita de quatro dias à Índia, que incluiu Rodrigues na comitiva. Já em dezembro, em conversa telefônica com Trump, Lula havia pedido que as autoridades americanas enviem ao Brasil “chefes do crime” refugiados nos EUA.
“Se o governo americano estiver disposto a combater o narcotráfico e o crime organizado, nós estaremos na linha de frente para acabar com isso de uma vez. Inclusive, pedimos a eles que nos enviem os criminosos que estão lá. Brasileiros que cometem crimes, pessoas que contrabandeavam gasolina. Mandem para que possamos mostrar que levamos o combate ao crime organizado a sério”, disse Lula. “Qualquer ação que possa prender os grandes corruptos, nós estamos dispostos a trabalhar.”
- Colaboração: O acordo entre Brasil e Índia sobre terras-raras prevê investimentos mútuos e uso de inteligência artificial para análise de dados.
Visita à Índia
Lula considerou a visita à Índia um “marco” nas relações com o país asiático, pela reafirmação da parceria estratégica com o primeiro-ministro Narendra Modi e pelos acordos firmados, incluindo cooperação no processamento de minerais críticos e na área digital.
“O mais importante é que, ao negociar com a Índia, não estamos lidando com um colonizador. Porque quando se faz negócios com um país rico, com aqueles acostumados a colonizar, há um certo autoritarismo nas tratativas, sem considerar a especificidade de cada país, sempre impondo a lei do mais forte. Com a Índia é diferente”, afirmou. “Nós somos dois necessitados. Ninguém é superior a ninguém.”






