O governo federal, liderado pelo presidente em exercício Geraldo Alckmin, anunciou um auxílio de R$ 800 para cada pessoa que perdeu a moradia devido às fortes chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais.
Os recursos serão repassados às prefeituras, que ficarão responsáveis pelo atendimento direto à população afetada. Atualmente, oito cidades são as mais atingidas pelo fenômeno. A informação foi divulgada por Alckmin em coletiva de imprensa no início da noite de terça-feira.
O presidente em exercício também destacou o envio de equipes especializadas de apoio, incluindo a Força Nacional do SUS, além de profissionais da defesa civil e da assistência social. Segundo ele, a administração federal vai antecipar ainda a liberação da próxima parcela do Bolsa Família para os cidadãos atingidos pela calamidade.
Alckmin afirmou que o Exército Brasileiro e o Ministério da Defesa mobilizaram helicópteros e tropas terrestres para auxiliar nas operações de resgate, dando suporte ao Corpo de Bombeiros e às forças estaduais e municipais, inclusive com apoio logístico. Ele completou dizendo que o Ministério da Saúde disponibilizou a Força Nacional do SUS para oferecer todo o amparo necessário.
O Ministério do Desenvolvimento Social vai disponibilizar R$ 800 por pessoa desalojada. Como temos centenas de pessoas nessa situação, o valor será repassado à prefeitura para a aquisição de colchões, mantimentos, roupas e outros itens de apoio. Além disso, para as famílias, será antecipado o pagamento do Bolsa Família e do BPC”, assegurou o presidente em exercício.
De acordo com ele, outras ações serão implementadas conforme a demanda for ficando mais clara. Uma das medidas em estudo é a oferta de novas moradias por meio de linhas especiais do programa Minha Casa, Minha Vida. Em 2024, durante as graves enchentes no Rio Grande do Sul, o governo federal utilizou a modalidade de Compra Assistida do mesmo programa.
Prioridades no atendimento
Alckmin detalhou a sequência de ações: “A prioridade absoluta é sempre preservar vidas, com atuação das Forças Armadas em defesa, logística, veículos e apoio ao Corpo de Bombeiros. A saúde, com as equipes da Força Nacional do SUS, também é fundamental nessa fase. Em seguida, vem o abrigamento das pessoas que perderam suas casas. Trabalhamos de forma muito integrada com as prefeituras e o governo estadual, ou seja, os três níveis de governo atuam em conjunto. Depois, o foco é a recuperação, ajudando as famílias e a infraestrutura dos municípios a se reerguerem”, concluiu.






