O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou que a Campanha da Fraternidade de 2026, focada na habitação, ajuda a destacar as iniciativas do governo para reduzir o déficit habitacional, como o programa Minha Casa, Minha Vida. A declaração foi feita durante a missa de abertura da campanha, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP).
Segundo o ministro, ter a casa própria é um dos desejos mais profundos das famílias brasileiras. Ele ressaltou a importância da campanha por abordar justamente essa aspiração fundamental, que permite às pessoas saírem do aluguel para realizar o sonho de um lar novo.
Alckmin observou que comprar um imóvel exige um grande esforço financeiro, mesmo para a classe média, sendo um desafio ainda maior para quem tem renda mais baixa. Nesse sentido, destacou que o Minha Casa, Minha Vida foi criado para facilitar a aquisição da moradia, oferecendo condições como isenção de entrada e parcelas reduzidas.
O programa atingiu em janeiro uma meta prevista para mais adiante, superando com mais de um ano de antecedência o objetivo estabelecido em 2023. De 2023 a 2025, foram firmados contratos para 2,11 milhões de unidades em todo o país, com um aporte de R$ 317,78 bilhões do Governo Federal. A projeção, segundo Alckmin, é chegar a 3 milhões de contratos assinados até o final deste ano.
O presidente em exercício também enfatizou que, além de garantir dignidade, a iniciativa impulsiona a economia. Ele disse que o programa estimula a geração de empregos, principalmente na construção civil, ao mesmo tempo que concretiza o sonho da casa própria.
Comércio Exterior e Medidas Tarifárias
Sobre a recente decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa global de 15% sobre produtos importados, Alckmin avaliou que a medida não prejudicou a competitividade do Brasil, pois foi aplicada de forma uniforme a todos os países. Como a tarifa é igual para todos, argumentou, o país não perdeu competitividade.
O presidente em exercício acrescentou que, para alguns setores estratégicos, as tarifas foram totalmente eliminadas. A isenção abrange produtos como combustíveis, carnes, café, celulose, suco de laranja e aeronaves. Na sua avaliação, a eliminação é especialmente importante para o setor aeronáutico brasileiro, que depende do mercado internacional para manter sua escala de produção e competitividade.
Alckmin lembrou que, mesmo com o aumento generalizado das tarifas, o Brasil bateu um recorde de exportações no ano passado, totalizando US$ 348,7 bilhões. O resultado é atribuído à diversificação dos mercados compradores e ao maior número de acordos comerciais firmados.
Ele citou como exemplo os avanços nas negociações do Mercosul com Singapura, com os países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e com a União Europeia. Destacou ainda a importância da agenda internacional do presidente Lula para fortalecer parcerias estratégicas, como as estabelecidas com Estados Unidos e Índia.
Para Alckmin, a expansão para novos mercados é vital para a indústria nacional. Ele concluiu que a atividade exportadora é essencial para a sobrevivência das indústrias, pois gera emprego e renda no mercado interno.






